Netanyahu condena Macron por reconhecer Estado da Palestina

Premiê israelense, Benjamin Netanyahu diz que medida “recompensa o terror” e critica possível criação de um “novo representante iraniano”

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fala durante uma conferência de imprensa no Centro Médico Sheba Tel-HaShomer -- Metrópoles
1 de 1 O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fala durante uma conferência de imprensa no Centro Médico Sheba Tel-HaShomer -- Metrópoles - Foto: Jack Guez -Pool/Getty Images

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou, nesta quinta-feira (24/7), a decisão do presidente da França, Emmanuel Macron, de reconhecer oficialmente o Estado da Palestina. Em publicação nas redes sociais, o líder israelense afirmou que o gesto representa uma recompensa ao terrorismo e um risco à segurança de Israel.

“Condenamos veementemente a decisão do Presidente Macron de reconhecer um Estado palestino próximo a Tel Aviv após o massacre de 7 de outubro. Tal medida recompensa o terror e corre o risco de criar outro representante iraniano, assim como Gaza se tornou”, escreveu Netanyahu no X.

Veja publicação:

O premiê israelense disse, ainda, que um Estado palestino nas atuais condições “seria uma plataforma de lançamento para aniquilar Israel — não para viver em paz ao lado dele”.

A resposta francesa

Mais cedo, Macron anunciou que a França vai se somar aos 147 dos 193 países da Organização das Nações Unidas (ONU) que já reconheceram oficialmente a Palestina como Estado.

O anúncio foi feito por meio de um comunicado nas redes sociais, no qual o presidente francês destacou que o reconhecimento acontecerá de forma solene durante a próxima Assembleia Geral da ONU, prevista para setembro.

“Fiel ao seu compromisso histórico com uma paz justa e duradoura no Oriente Médio, decidi que a França reconhecerá o Estado da Palestina”, escreveu Macron.

Segundo ele, a decisão foi tomada após conversas com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que governa a Cisjordânia ocupada.

A posição da França segue uma tendência recente em países europeus. Armênia, Eslovênia, Irlanda, Noruega e Espanha também formalizaram o reconhecimento do Estado palestino nas últimas semanas.

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Benjamin Netanyahu
Israel adota lei que proíbe atividades da agência da ONU para refugiados palestinos no país
Emmanuel Macron
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma coletiva de imprensa em Jérusalem, em 21 de maio de 2025
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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante uma coletiva de imprensa em Jérusalem, em 21 de maio de 2025

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Israel adota lei que proíbe atividades da agência da ONU para refugiados palestinos no país
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Israel adota lei que proíbe atividades da agência da ONU para refugiados palestinos no país

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Reações

Na publicação desta quinta, Netanyahu voltou a rejeitar a solução de dois Estados, proposta defendida por Macron e pela maior parte da comunidade internacional como caminho para uma paz duradoura no Oriente Médio.

Sejamos claros: os palestinos não buscam um Estado ao lado de Israel; eles buscam um Estado em vez de Israel”, afirmou o premiê.

Mesmo após o gesto considerado negativo por Israel, Macron reiterou seu apoio a um cessar-fogo na Faixa de Gaza, caso inclua a desmilitarização do Hamas e a libertação dos reféns ainda mantidos no enclave palestino.

As negociações por uma trégua seguem travadas. Nesta quinta-feira, o Hamas respondeu à proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada por mediadores do Catar, do Egito e dos Estados Unidos, mas os novos termos não agradaram o governo norte-americano, que decidiu retirar seus negociadores de Doha.

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