Nepal volta atrás e aceita ajuda internacional em resgates, diz mídia local
Enchente atingiu a fronteira entre o Nepal e o Tibete, deixando mais de 500 mortos e centenas de desaparecidos

O governo do Nepal resolveu aceitar ajuda internacional nos resgates das vítimas da enchente torrencial que atingiu o norte do país nessa quarta-feira (28/8), após sofrer pressão diplomática dos países com cidadãos desaparecidos após o desastre.
Depois da tragédia, o ministério das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse não necessitar da ajuda de resgatistas estrangeiros e que socorristas nepaleses eram capazes de lidar com as operações de busca.
Segundo o jornal Kathmandu Post, o governo voltou atrás e decidiu buscar ajuda especializada estrangeira, em número limitado, para resgates em túneis, testes de DNA e exames forenses.
Pelo menos 517 cidadãos estrangeiros estão desaparecidos no país, segundo autoridades.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Recebemos uma enorme pressão da comunidade internacional para permitir a entrada de pelo menos equipes de busca e resgate e alguns especialistas, porque cidadãos desses países também desapareceram nas enchentes. Estamos permitindo um número limitado de especialistas em determinadas áreas”, informou um alto funcionário do governo ao jornal nepalês.
O chanceler Shisir Khanal afirmou ao jornal que as autoridades identificaram “as três áreas que precisam de apoio e estamos buscando assistência internacional de acordo com elas”.
À mídia estatal, o ministro argumentou, inicialmente, que a estratégia de resgate foi traçada pelo terreno acidentado do Nepal, alegando que os profissionais nepaleses tinham experiência para atuar no local e que profissionais estrangeiros não familiarizados com a geografia do local poderiam gerar dificuldades nas buscas.
Enchente
A enchente aconteceu na manhã de quarta-feira (26/8) na fronteira do Nepal com o Tibete, território autônomo da China. São ao menos 538 pessoas mortas devido à tragédia.

A enchente atingiu o rio Bhote Koshi e arrastou gelo e detritos pelo caminho, destruindo infraestruturas como pontes, casas, edifícios e usinas hidrelétricas.
As autoridades trabalham com a hipótese que de o colpaso de uma geleira pode ter desencadeado a tragédia.















