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Mundo

Navio dos EUA com 300 militares ficou 4 dias sem água potável e comida

Navio teve uma falha no gerador e por isso passou quatro dias sem energia em alto mar

19/08/2026 01:08
U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Justin Stack
Navio destróier de mísseis guiados USS Benfold

Um navio militar dos Estados Unidos ficou quatro dias sem energia no Oceano Pacífico após uma falha nos geradores. A situação aconteceu no mês passado.

Durante o período sem energia, a tripulação de cerca de 300 militares ficou sem água potável, comida e banheiros.

“Não houve feridos entre os tripulantes, que demonstraram resiliência, coragem, profissionalismo e firmeza inabalável em sua resposta”, disse o porta-voz da frota, comandante Matthew Comer, segundo o USNI News.

O navio partiu da Baía de Subic, nas Filipninas, em 8 de agosto e agora está em Yokosuka, no Japão.

Polêmicas na Marinha

O destróier de mísseis guiados USS Benfold faz parte do Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS George Washington, que vai substituir o USS Abraham Lincoln no Oriente Médio após denúncias de falta de estrutura para os militares.

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O USS Abraham Lincoln está há mais de 250 dias em missão. Normalmente, a tripulação a bordo fica embarcada por cerca de seis meses (180 dias).

Após surgirem denúncias na mídia norte-americana de problemas de saúde mental entre membros da tripulação, formada por 5 mil homens, e até mesmo o risco de falta de alimentos, os Estados Unidos decidiram enviar o porta-aviões USS George Washington, que estava próximo da Malásia, para fazer a substituição do navio, segundo a CBS News.

A Marinha dos EUA disse que a substituição já era programada. “O período de serviço do Lincoln foi estendido porque a missão assim o exigia. Desdobramentos são difíceis. Operações de combate os tornam ainda mais difíceis. A guerra é um inferno e as rotinas normais são interrompidas”, disse o comunicado assinado pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao.

Segundo ele, as denúncias não condizem com a realidade. “Infelizmente, a mídia está tentando pintar nossos guerreiros como vítimas. Isso não só é desonesto, como também desvia o foco do inimigo e da ameaça que ele representa para nossa nação, nosso povo e nosso modo de vida”, afirmou.

De acordo com a força, um pequeno número de casos de saúde mental foi tratado sem perda de vidas, os planos de refeições foram ajustados quando o reabastecimento de alimentos frescos não estava disponível, sem que nenhuma refeição fosse perdida e as chamadas para casa eram limitadas quando a ameaça operacional era muito alta.