Na Nigéria, 279 garotas sequestradas em escola são libertadas
Este é o terceiro sequestro de estudantes no país desde o mês de dezembro. As garotas estavam em uma escola governamental

Na madrugada desta terça-feira (2/3), o governador de Zamfara, na Nigéria, anunciou que as 279 estudantes sequestradas em uma escola foram libertadas.
Inicialmente, as autoridades acreditavam que a quantidade de alunas capturadas era de 317. No entanto, após o resgate, constatou-se que o número era menor. Imagens mostram o momento em que as garotas foram colocadas em vans e retiradas da área da escola.
“Alegra meu coração anunciar a libertação das estudantes da Escola Secundária Governamental de Meninas do cárcere. Isso segue o dimensionamento de vários obstáculos colocados contra nossos esforços. Recomendo a todos os nigerianos bem-intencionados que se regozijem conosco, pois nossas filhas estão seguras agora”, escreveu o governador em uma rede social.
As jovens foram capturadas na última sexta-feira (26/2). De acordo com a agência internacional de notícias France Presse, líderes do governo participaram de negociações com os sequestradores.
Esse é um dos três sequestros de estudantes que ocorreram no país desde o mês de dezembro. No último sábado (27/2), 42 pessoas foram libertadas de um sequestro no Colégio Governamental de Ciência, em Kagara. Em dezembro, dezenas de criminosos mantiveram 344 estudantes presos na cidade de Kanara.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs sequestradores buscam trocar o resgate dos reféns por dinheiro e veículos, mas as autoridades afirmam que não fazem pagamentos aos criminosos. No Twitter, o presidente do país, Muhammadu Buhari, disse que a política de “recompensar bandidos” pode gerar “consequências desastrosas”.
“Os governos estaduais e locais devem fazer sua parte sendo proativos na melhoria da segurança dentro e ao redor das escolas”, pontuou, na última semana.
Sobre a libertação das 279 meninas, o presidente disse que o governo está “trabalhando muito para colocar fim a esses incidentes”. “Os militares e a polícia continuarão perseguindo sequestradores. Eles precisam do apoio das comunidades locais em termos de inteligência humana que podem ajudar a cortar os planos criminais pela raiz”, concluiu Buhari.










