Mulher tem útero removido sem saber e só descobre 11 anos depois

Bongekile Msibi foi vítima de uma esterilização forçada após dar à luz a primeira filha, quando tinha 17 anos

atualizado 28/02/2020 11:51

Bongekile Msibi/Arquivo Pessoal

Ao tentar engravidar pela segunda vez, Bongekile Msibi descobriu uma ferida deixada pelo passado. Após dar à luz a primeira filha, aos 17 anos, ela teve o útero removido sem consentimento e só constatou essa situação 11 anos depois. O caso ocorreu na África do Sul, de acordo com o jornal BBC News.

Além de Bongekile, outras 47 mulheres foram esterilizadas sem consentimento em hospitais públicos do país, segundo a Comissão para Igualdade de Gênero.

A entidade diz que a apuração foi dificultada pelo “desaparecimento” de prontuários de pacientes e que os investigadores tiveram uma “recepção hostil” de funcionários do hospital.

Bongekile contou a história à reporter Clare Spencer, da BBC News: “Tive minha primeira filha aos 17 anos em um hospital público na África do Sul. Acordei depois do parto, olhei para baixo e perguntei: ‘Por que tenho uma bandagem enorme na barriga?’ Eu não me importei na hora. Tinha dado à luz minha filhinha. Ela era um bebê grande e eu tinha sido anestesiada e passado por uma cesárea“, relatou.

“Deixei o hospital depois de cinco dias com uma filha saudável e uma enorme cicatriz na barriga. Eu só descobri o que aconteceu 11 anos depois, quando estava tentando ter um segundo filho. O médico me examinou, me fez sentar, me deu um copo de água e me disse que eu não tinha útero”, contou a mulher.

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