Mulher se passava por garoto de 16 anos para abusar de crianças

Gemma Watts, de 21 anos, foi condenada a oito anos de prisão por cometer crimes sexuais. Ela chegou a ter relacionamentos com as vítimas

atualizado 11/01/2020 14:32

Divulgação/BBC

Um caso chocante foi descoberto pela polícia de Enfield, na Inglaterra, na última semana. Com intuito de abusar sexualmente de crianças e adolescentes, uma mulher se disfarçava de garoto de 16 anos. Ela conhecia as meninas pela internet e chegava a ter relacionamentos com elas. A informação é do jornal BBC News.

Gemma Watts, 21 , foi condenada a oito anos de prisão. Ela se passava por “Jake Waton” nas redes sociais e trocava fotos íntimas com as vítimas antes de encontrá-las em diversos locais da Inglaterra.

A mulher confessou no tribunal crimes sexuais envolvendo quatro meninas. De acordo com a polícia, ela pode ter violentado até 50 vítimas.

A Scotland Yard disse que Watts usava sua própria foto nas contas do Snapchat e Instagram como “Jake” e tinha como alvo meninas de 13 a 16 anos dando “likes” em seus perfis. Ela até usava gírias adolescentes, enviava mensagens cheias de elogios e compartilhava fotos íntimas antes de viajar para encontrá-las pessoalmente.

Disfarce

O disfarce de Gemma incluía amarrar os cabelos com um coque e usar um boné, calças esportivas e um capuz. A polícia disse que todas as suas vítimas acreditavam estar em um relacionamento com um adolescente até que os policiais revelarem que Watts era, na verdade, uma mulher adulta.

Ela era tão convincente que até chegou a passar um tempo como “Jake” com alguns dos pais das meninas. O tribunal ouviu duas das vítimas que desde então tentaram suicídio diversas vezes por causa das experiências traumáticas.

Já uma garota de 14 anos disse que seu “coração explodiu” quando soube a verdade sobre Watts pela polícia. Os abusos que Watts admitiu referem-se a uma menina de 13 anos de Plymouth, duas de 14 anos de Surrey e Hampshire e uma de 16 anos de West Midlands.

O investigador Nicholas Plummer, da Polícia de Hampshire, disse que o caso é “verdadeiramente chocante”.

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