Mulher que fez avião retornar pensou que “RIP” era ameaça de bomba
Mulher leu mensagem no celular do passageiro ao lado e alertou tripulação. Homem havia perdido um familiar no dia anterior
atualizado
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A mulher que alertou a tripulação, após ler a mensagem “RIP” (descanse em paz, na sigla em inglês) no celular de outro passageiro, fez o avião em que estava retornar ao Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Porto Rico, e realizar um pouso de emergência por acreditar que estava vivendo uma tentativa de atentado terrorista com bomba.
A informação foi confirmada pelo Escritório de Explosivos e Segurança Pública do país. O episódio ocorreu em 3 de julho, mas só ganhou repercussão nos últimos dias.
O que aconteceu?
- O avião partiu de San Juan, em Porto Rico, com destino a Dallas, nos Estados Unidos.
- Uma passageira suspeitou de uma possível ameaça ao voo, depois de ler no celular de um passageiro ao lado dela, uma mensagem com a sigla “RIP” (abreviação em inglês para “rest in peace”, ou “descanse em paz”).
- A mulher alertou a tripulação. Como medida de precaução, o piloto ativou o protocolo de segurança
- O avião precisou fazer um retorno de emergência ao Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín cerca de meia hora após a decolagem devido à confusão.
- A suspeita de ameaça, no entanto, foi descartada após investigação.
- O passageiro que recebeu a mensagem explicou que um parente havia morrido no dia anterior e que a mensagem recebida se referia ao falecimento. Ele estaria viajando justamente por esse motivo.
Veja imagem do trajeto do avião:

Investigação concluiu que não havia ameaça
Segundo o Escritório de Explosivos e Segurança Pública, após o pouso da aeronave, a equipe de segurança do aeroporto, juntamente com a Administração de Segurança dos Transportes (TSA), inspecionou o avião e entrevistou o passageiro envolvido.
O homem esclareceu, então, que a mensagem era uma expressão de condolências pela morte recente de um membro da família, motivo pelo qual ele estava fazendo a viagem aos Estados Unidos.
“Foi uma confusão que foi tratada de acordo com os protocolos de segurança. Não houve nenhuma ameaça real ao voo ou aos seus passageiros”, disse Nelman Nevárez, diretor de operações da Aerostar, responsável pelo Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín.
Ao jornal porto-riquenho Primera Hora, a Aerostar reiterou que a segurança dos passageiros e da equipe do aeroporto é sua prioridade e que todos os alertas são tratados com seriedade e diligência, independentemente das circunstâncias.
Com o fim do processo de verificação, as autoridades competentes autorizaram a decolagem e o voo com 193 passageiros retomou a rota.
