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Moscou: bomba explode em prédio de luxo e mata armênio pró-Rússia

A explosão matou Armen Sarkisyan, um líder paramilitar pró-Rússia do leste da Ucrânia, que estava acompanhado de seu gurda-costas

Repórter de Mundo03/02/2025 07:15, atualizado 03/02/2025 12:19
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Moskva News Agency
Moscou: bomba explode em prédio de luxo e mata armênio pró-Rússia

Uma bomba explodiu no início desta segunda-feira (3/2) no saguão de um prédio de luxo em Moscou, capital da Rússia. Pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas. A explosão matou Armen Sarkisyan, um líder paramilitar pró-Rússia do leste da Ucrânia, segundo informou a agência de notícias estatal TASS.

Armen Sarkisyan é o fundador de uma unidade militar russa composta por armênios étnicos. A princípio, o diário de negócios Kommersant citou fontes não identificadas dizendo que ele foi hospitalizado em “condição altamente crítica”, enquanto um de seus guarda-costas foi morto. Logo depois, sua morte foi confirmada.

O artefato detonou no momento em que Sarkisyan, acompanhado por um guarda-costas, entrou no hall do complexo “Scarlet Sails”, nas margens do Rio Moskva, a apenas 12 km do Kremlin.


Mais sobre o assunto

  • A imprensa russa classificou a explosão de “tentativa de assassinato” e identificou o alvo como Armen Sarkisyan.
  • Sarkisyan é acusado pela Ucrânia incentivar a guerra da Rússia na região de Donetsk, no leste ucraniano.
  • A RIA, outra agência de notícias estatal, citou a polícia dizendo que Sarkisyan estava em estado crítico e que parte de sua perna foi amputada.

Assassinato planejado

“O assassinato de Sarkisyan foi cuidadosamente planejada e foi ordenada. Os investigadores estão atualmente identificando aqueles que ordenaram o crime”, disse um investigador, segundo a TASS.

Armen Sarkisyan, líder paramilitar pró-Rússia do leste da Ucrânia, morto em atentado em Moscou

Baza, um canal do Telegram com contatos nos serviços de segurança da Rússia, publicou um vídeo mostrando grandes danos ao saguão do prédio.

Em dezembro, o serviço de segurança SBU da Ucrânia descreveu Sarkisyan como um “chefe do crime” na região de Donetsk, grande parte da qual é controlada por Moscou desde 2014, e que ele era oficialmente suspeito de participar e auxiliar “grupos armados ilegais”.

Com informações da Reuters.