Morte de mulher nos EUA provoca protestos contra agentes de imigração
Manifestantes se reúnem em várias cidades após operação do ICE que matou Renee Nicole Good, de 37 anos, em Minneapolis, nos EUA
atualizado
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Manifestantes se reuniram em diferentes cidades dos Estados Unidos nesta quarta-feira (7/1) para protestar contra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) após a morte de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação federal em Minneapolis, no estado de Minnesota.
Em Minneapolis, centenas de concentraram em frente a um tribunal da cidade. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes batendo na porta de vidro do prédio e gritando “ICE fora agora!”. Também houve discursos condenando a presença e a conduta do ICE na região. Assista:
Hundreds have now gathered in Lower Manhattan in protest of ICE following the shooting in Minneapolis. pic.twitter.com/Vp807rsntE
— Dean_Moses (@Dean_Moses) January 7, 2026
Protestos também ocorreram em Chicago, no estado de Illinois. Nos últimos meses, a região registrou outros casos de tiroteios envolvendo agentes federais durante operações migratórias. Entre eles, um caso fatal em Franklin Park e outro em Brighton Park, onde o Departamento de Justiça retirou acusações contra os envolvidos.
O episódio ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias desde o retorno de Donald Trump à presidência, em janeiro de 2025. O governo federal determinou a ampliação de detenções e deportações, o que tem resultado em mais operações e ações de fiscalização em diferentes estados.
Morte de mulher norte-americana

Os atos foram motivados pelo anúncio do Departamento de Segurança Interna (DHS) de que uma mulher havia sido morta por um agente do ICE mais cedo, em Minneapolis.
De acordo com o DHS, Good foi morta após supostamente tentar atropelar agentes durante a operação. O órgão afirmou que um agente disparou “em legítima defesa”. A mulher foi baleada na região da cabeça. Assista:
URGENTE 🚨| EE.UU
Agentes del ICE (@DHSgov) en Mineapolis ASESINAR*N a una ciudadana Estadounidense a dispar*s en vía pública estando arriba de su vehículo.
El algoritmo está bloqueando el alcance de la nota, por favor comparte. pic.twitter.com/k0qjEbTrVT
— Arlin Medrano (@arlinmedrano_) January 7, 2026
Em vídeos divulgados nas redes sociais, ela aparece dentro de um carro quando é abordada por agentes que tentam abrir a porta. Em seguida, o veículo se move e os disparos são feitos. Em seguida, o carro bate em um poste.
A versão oficial é contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a alegação federal contra a vítima como “uma grande mentira” e disse que os agentes estão “tentando justificar isso como ação de legítima defesa”. A senadora democrata Tina Smith afirmou que a mulher era cidadã norte-americana.
Vigília

A poucos metros do local do tiro, moradores organizaram uma vigília à luz de velas em um santuário improvisado com flores. Pessoas entoaram o nome da vítima e exibiram cartazes com mensagens como “Fora ICE assassino das nossas ruas”.
Em discursos, ativistas disseram que as ações de agentes federais são inaceitáveis e atribuíram o episódio a um “Estado militarizado”, defendendo a responsabilização do agente envolvido.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, afirmou que a morte aumentou as tensões na cidade após semanas de pressão sobre a fiscalização migratória. Ele disse já ter manifestado preocupação com a forma como a aplicação da lei federal vinha ocorrendo e destacou o treinamento de desescalada adotado pelo departamento local.
Ele afirmou ainda não ter confirmado outros feridos no episódio e disse ter sido informado de que apenas a mulher havia se machucado.










