Monge CEO tem filhos e é destituído por “condutas inapropriadas”

Templo Shaolin é considerado o berço do kung fu. Diretor foi apelidado de “monge CEO” e investigado por condutas extremamente inapropriadas

atualizado

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1 de 1 imagem colorida shi yongxin monge ceo - Foto: Ren Hongbing/VCG via Getty Images

O diretor do Templo Shaolin, considerado o berço do kung fu na China, será destituído por “conduta extremamente inapropriada”. De acordo com a principal autoridade budista do país, a decisão foi tomada após uma investigação que aponta malversação de fundos.

O abade Shi Yongxin, apelidado de “monge CEO” por ter fundados diversas empresas no exterior, foi alvo de uma grande investigação sobre desvio de recursos que eram destinados a projetos do templo. O anúncio foi feito pelo próprio mosteiro.

Segundo comunicado, ele também teria violado gravemente os preceitos budistas e mantido relações inapropriadas com várias mulheres, com as quais teria tido filhos.

A Associação Budista da China, supervisionada pelo Partido Comunista, declarou nesta segunda-feira (27/7) que irá cancelar o certificado de ordenação do monge.

“As ações de Shi Yongxin são extremamente prejudiciais por natureza e ferem seriamente a reputação da comunidade budista e a imagem dos monges”, afirmou a associação em comunicado, expressando ainda seu “forte apoio” às medidas legais para puni-lo.

“A mente é pura”

Ex-monges já haviam acusado Shi Yongxin de levar uma vida de luxo, afirmando que ele é dono de uma frota de carros de alto padrão e que teria desviado dinheiro de uma empresa administrada pelo templo. Em 2015, o templo havia negado acusações publicadas pela mídia estatal chinesa, classificando-as como “calúnias maliciosas”.

Na China, o governo controla diretamente a nomeação de líderes religiosos e comportamentos considerados “inadequados” podem levar à destituição.

“Quando a mente é pura, a Terra Pura está presente, no aqui e agora”, escreveu Shi Yongxin na semana passada em sua última publicação na rede social Weibo.

O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais chinesas: no Weibo, uma hashtag vinculada ao escândalo já soma mais de 560 milhões de visualizações.

Templo histórico

Shi Yongxin, de 59 anos, tornou-se abade do Templo Shaolin em 1999 e, desde então, liderou a expansão internacional do ensino Shaolin, que combina budismo zen e artes marciais.

Ele também ajudou o templo a fundar diversas empresas no exterior, mas foi criticado por adotar uma postura considerada excessivamente comercial.

Em 2002, Yongxin foi eleito vice-presidente da Associação Budista da China e também foi membro da Assembleia Popular Nacional, o mais alto órgão legislativo do país.

Fundado no ano 495, o Templo Shaolin, localizado nas montanhas da província de Henan, é considerado o berço do budismo zen e do kung fu chinês.

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