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Ministro de Milei anuncia cortes em despesas e redução de subsídios

Primeiro pacote de medidas econômicas do governo de Milei foi anunciado nesta terça-feira (12/12), pelo ministro da Economia, Luis Caputo

Daniela Santos12/12/2023 19:47, atualizado 12/12/2023 20:03
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Reprodução
Imagem colorida de Luis Caputo, escolhido por Milei para ser ministro da Fazenda da Argentina

O ministro da Economia de Javier Milei, Luis Caputo, anunciou, nesta terça-feira (12/12), o primeiro pacote de medidas econômicas do governo. Entre as mudanças, estão o congelamento de obras, redução de subsídios, cortes nas despesas públicas e alteração na taxa de câmbio.

Em vídeo divulgado, o ministro afirmou que o novo governo recebeu a “pior herança” da história e garantiu que “se continuar assim, haverá hiperinflação”.

O anúncio do pacote econômico era esperado para a segunda-feira (11/12), um dia após a posse do presidente argentino, mas acabou sendo adiado.

Veja os ajustes anunciados:

  1. Contratos de trabalho com duração inferior a um ano não serão renovados;
  2. Suspensão de contratos de publicidade do governo durante o período de um ano;
  3. Redução de ministérios (18 para 9) e de secretarias (106 para 54);
  4. Redução de transferência para províncias;
  5. Congelamento de novas licitações de obras públicas e cancelamento de obras que ainda não começaram;
  6. Redução de subsídio ao setor de energia e transportes;
  7. Aprimoramento de políticas sociais, “sem intermediários”;
  8. Fixação da taxa de câmbio em relação ao dólar em 800 pesos;
  9. Substituição do sistema de importação para um que não exija informações de licença prévia;
  10. Reforço em programas sociais.

A Argentina enfrenta a maior crise econômica das últimas décadas. A previsão é que a inflação encerre o ano perto dos 200%. “As medidas visam neutralizar a crise”, informou o ministro.

A redução nos cargos públicos e ministérios era uma promessa de campanha de Milei e já havia sido adiantada pelo porta-voz da Casa Rosada, Manuel Adorni.

“O objetivo é fazer o impossível no curtíssimo prazo para evitar a catástrofe”, justificou o porta-voz. Ainda segundo Manuel Adorni, os funcionários que não queiram fornecer informações sofrerão as “sanções correspondentes”.

Após a reforma, o governo do ultraliberal será composto pelas seguintes pastas:

  • Ministério de Interior;
  • Ministério de Relações Exteriores;
  • Ministério de Comercio Internacional e Culto;
  • Ministério da Defesa;
  • Ministério da Economia;
  • Ministério de Infraestrutura;
  • Ministério da Justiça;
  • Ministério de Segurança;
  • Ministério da Saúde e Capital Humano.