Argentina: Milei suspende propaganda oficial e reduz cargos públicos
A propaganda oficial será suspensa por um ano. Já os chamados cargos federais foram cortados em 34%

Conforme prometido durante a campanha eleitoral, o presidente Javier Milei determinou a suspensão, por um ano, da propaganda oficial em meios de comunicação da Argentina. O anúncio foi realizado, nesta terça-feira (12/12), por Manuel Adorni, porta-voz da Casa Rosada, durante entrevista coletiva.
Adorni divulgou também redução de 34% em cargos federais, mas não soube dar um número exato sobre o valor a ser economizado com os cortes, já que as nomeações e os contratos começaram a ser revisados agora.
A conta diz respeito às reduções de 18 para 9 ministérios, de 106 para 54 secretarias e de 182 para 140 subsecretarias.
“O objetivo é fazer o impossível no curtíssimo prazo para evitar a catástrofe”, justificou o porta-voz. Ainda segundo Manuel Adorni, os funcionários que não queiram fornecer informações sofrerão as “sanções correspondentes”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA intenção também inclui verificar possíveis “contratações irregulares” realizadas no último ano pela gestão de Alberto Fernández. Ardoni já havia informado que se começará a exigir 100% de presença desses empregados e que “o emprego militante acabará”.
Privatizações
Após ser eleito presidente, Javier Milei anunciou seu compromisso com a privatização de três meios de comunicação: a TV Pública, a Rádio Nacional e a Télam.
Milei considera a TV Pública um “mecanismo de propaganda”. Ele criticou o papel desempenhado durante a campanha eleitoral, alegando que a maior parte das informações divulgadas sobre seu partido foi negativa e com base em mentiras, contribuindo para uma atmosfera de temor.
“Setenta e cinco por cento do que foi dito sobre nosso lado foi de maneira negativa, com mentiras e apoiando a campanha do medo. Não vou aderir a essas práticas de ter um ministério da propaganda”, disse.
Ao destacar sua recusa em adotar práticas propagandísticas, Milei reforçou o desejo por uma abordagem mais transparente e equitativa na comunicação governamental.



