Ministra da Indonésia lamenta acidente de Juliana: “Que seja o último”
A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, caiu de uma trilha em vulcão na Indonésia. A morte foi confirmada nessa terça-feira (24/6)
atualizado
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A ministra do Turismo da Indonésia, Widiyanti Putri Wardhana, lamentou a morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu em uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. Durante entrevista coletiva nessa quarta-feira (25/6), a ministra destacou que espera que o acidente com a jovem seja o último em pontos turísticos dos país. Equipes de resgate locais içaram o corpo de Juliana cinco dias depois do acidente.
“Esperamos sinceramente que este seja o último incidente. Nossa meta é atingir zero acidente em todos os destinos turísticos da Indonésia. Mesmo um único incidente pode impactar significativamente a imagem do nosso turismo aos olhos do mundo”, lamentou Widiyanti.
Widiyanti Putri Wardhana também se solidarizou com a família de Juliana, ressaltando que o governo local está em contato com a embaixada brasileira para fornecer informações precisas e transparentes. De acordo com a mídia local, o corpo de Juliana foi levado para um hospital para passar pelos devidos procedimentos legais.
Entenda o caso
- Juliana Marins, de 26 anos, deslizou por uma vala enquanto fazia a trilha do vulcão Rinjani, em Lombok.
- Ela viajou para fazer um mochilão pela Ásia e estava na trilha com outros turistas, que contrataram uma empresa de viagens da Indonésia para o passeio.
- Após escorregar no caminho, ela só parou a uma distância de 300 metros de onde o grupo estava.
- Informações preliminares indicavam que a brasileira teria recebido socorro; a família, porém, desmentiu esses rumores. Juliana aguardava resgate há quatro dias.
- Por meio das redes sociais, a família da jovem confirmou que o salvamento foi interrompido na segunda-feira (23/6) por conta das condições climáticas na região.
- Na terça (24/6), Juliana foi encontrada morta.
O governo brasileiro não custeará o traslado do corpo de Juliana, pois esse tipo de despesa não está previsto legalmente ou na base orçamentária brasileira, segundo confirmou o Itamaraty ao Metrópoles nesta quarta-feira (25/6).
“Não há base legal nem dotação orçamentária para o Estado custear traslados”, reforçou a pasta. As despesas de repatriação do corpo de Juliana devem ficar por conta da família.
O Decreto nº 9.199/2017 estabelece que a assistência consular não inclui o pagamento de despesas com sepultamento e traslado de corpos de brasileiros falecidos no exterior, nem despesas com hospitalização, exceto em casos médicos específicos e atendimento emergencial de caráter humanitário.
No entanto, o ex-jogador de futebol Alexandre Pato se sensibilizou com a história de Juliana Marins e se prontificou a arcar com todos os custos necessários para que a família consiga trazer o corpo da jovem de volta ao Brasil.

















