México: EUA amplia sanções contra resort ligado ao cartel de El Mencho
EUA sanciona resort de luxo associado ao cartel de El Mencho por esquema de golpes que teria lesado turistas, sobretudo norte-americanos
atualizado
Compartilhar notícia

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (8/5) uma nova rodada de sanções contra empresas e integrantes ligados ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) — antigamente liderado por Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo El Mencho —, acusado de operar um amplo esquema de fraude no México.
A ação foi divulgada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro norte-americano.
Segundo as autoridades norte-americanas, o resort Kovay Gardens, localizado na região turística de Bahía de Banderas, no estado mexicano de Nayarit, atuava como parte de uma estrutura financeira controlada pelo cartel.
O empreendimento passou a ser identificado também pelos nomes Navira Villas & Residences e Marina Oasis Beachfront Resort.
O Departamento do Tesouro afirma que o esquema tinha como alvo principalmente cidadãos norte-americanos idosos, atraídos por ofertas de investimentos e revenda de propriedades compartilhadas em resorts turísticos.
As sanções atingem ainda cinco cidadãos mexicanos e 17 empresas associadas à rede de fraudes.
Segundo a OFAC, o cartel teria criado uma operação “verticalmente integrada”, na qual o próprio resort captava clientes e compartilhava dados das vítimas com centrais telefônicas controladas pelo CJNG.
Golpes
- De acordo com as autoridades estadunidenses, os golpistas se apresentavam como corretores, advogados ou consultores financeiros para convencer os turistas a pagarem taxas antecipadas relacionadas a falsas vendas, aluguéis ou processos judiciais.
- O governo dos EUA afirma que, após os primeiros pagamentos, as vítimas eram frequentemente alvo de novos golpes.
- Em alguns casos, criminosos fingiam ser funcionários públicos ou representantes legais, oferecendo recuperação do dinheiro perdido mediante novas cobranças.
- A investigação aponta que o esquema funcionava principalmente na região de Puerto Vallarta e Bahía de Banderas, áreas consideradas estratégicas para o cartel mexicano.
O Tesouro norte-americano também destacou que o FBI registrou, aproximadamente, 6 mil vítimas norte-americanas de golpes semelhantes entre 2019 e 2023, com prejuízos estimados em quase US$ 300 milhões.
Segundo o governo dos EUA, o CJNG ampliou suas fontes de receita nos últimos anos para além do narcotráfico, passando a atuar também em esquemas de extorsão, roubo de combustível e fraudes financeiras.






