Vice-secretário dos EUA questiona cidadania de enteado de El Mencho
Christopher Landau citou enteado de El Mencho ao questionar interpretação da 14ª Emenda sobre cidadania norte-americana
atualizado
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O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou, nesta terça-feira (31/3), que o suposto novo líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), Juan Carlos Valencia González, não deveria ser considerado automaticamente cidadão norte-americano, mesmo tendo nascido no país.
Enteado de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, ele foi citado no debate que chega à Suprema Corte dos Estados Unidos sobre cidadania por nascimento.
Em publicação, Landau questionou a aplicação ampla da 14ª Emenda, que garante cidadania a pessoas nascidas em solo norte-americano. Segundo ele, a regra não deveria ser aplicada automaticamente a filhos de imigrantes em situação irregular.
“Não acredito, por exemplo, que “El Pelón”, o aparente novo chefe do sanguinário cartel CJNG no México, seja cidadão americano simplesmente porque — como já foi amplamente divulgado — ele nasceu na Califórnia. Nossa Constituição não é um pacto suicida”, escreveu.
The Supreme Court hears oral arguments tomorrow in the “birthright citizenship” case, which may decide the future of our country. The question is whether children born in the US to ILLEGAL ALIENS are automatically entitled to US citizenship by virtue of the Fourteenth Amendment,… pic.twitter.com/5ia80vf8DR
— Christopher Landau (@DeputySecState) March 31, 2026
Debate constitucional
- A discussão será analisada pela Suprema Corte após uma ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em janeiro de 2025, que busca restringir a concessão automática de cidadania.
- O ponto central é a interpretação do trecho da 14ª Emenda que estabelece que a cidadania se aplica a pessoas nascidas nos Estados Unidos e “sujeitas à sua jurisdição”.
- A decisão, esperada para os próximos meses, pode afetar milhares de crianças nascidas no país.
Disputa no cartel
Segundo autoridades, o comando pode ser compartilhado com Gonzalo Mendoza, responsável pelo braço armado da organização.
Considerado um dos cartéis mais violentos do México, o grupo protagonizou uma onda de violência após a morte de seu antigo líder, com bloqueios e dezenas de mortos em diferentes regiões do país.




