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Mundo

Mesmo com alta, salário mínimo do Brasil é só o 15º na América Latina

Brasil ocupa a 15ª posição entre os 20 países da região, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles com base nos pisos salariais

Repórter de Mundo24/01/2022 02:00, atualizado 24/01/2022 08:35
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Hugo Barreto/Metrópoles
A partir de janeiro, o governo deve começar a selecionar novas famílias para o programa

A América Latina vive as consequências da pandemia da Covid-19 em diversos setores da economia. Desemprego, escalada da inflação e desvalorização de moedas foram alguns dos estragos feitos pela crise. Com isso, o poder de compra do salário mínimo despencou nos últimos anos.

No Brasil, a proposta inicial enviada pelo governo ao Congresso estipulava piso salarial de R$ 1.169 para 2022. No entanto, foram necessários ajustes devido à inflação mais alta do que o previsto. Por fim, o valor ficou em R$ 1.212. Com base na semana média reconhecida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 220 horas, o valor da hora de trabalho é de R$ 5,51.

Na cotação atual, o salário mínimo brasileiro equivale a cerca de US$ 224, com a hora de trabalho a US$ 1,01. Entre os 20 países da América Latina, o valor fica em 15º lugar, de acordo com levantamento feito pelo Metrópoles.

Só cinco países ficam abaixo do Brasil nesse quesito:

  • República Dominicana – piso salarial de US$ 205;
  • Nicarágua – US$ 125;
  • Cuba – US$ 79;
  • Haiti – US$ 74;
  • Venezuela – US$ 1,52.

O caso venezuelano é o mais crítico. Desde o anúncio do piso, em maio de 2021, o poder de compra no país caiu 30%. Atualmente, a hora trabalhada vale apenas US$ 0,006.

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Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor  da cesta básica aumentou em 2021 em 17 capitais
Cesta básica consumiu 62% do salário mínimo no DF em 2021
A carne é o item mais caro na composição da cesta básica
Inflação, que causou alta nas contas de luz e nos preços de combustíveis em 2021, tornou necessário o reajuste do salário mínimo no Brasil
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Inflação, que causou alta nas contas de luz e nos preços de combustíveis em 2021, tornou necessário o reajuste do salário mínimo no Brasil

Reprodução
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor  da cesta básica aumentou em 2021 em 17 capitais
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Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor da cesta básica aumentou em 2021 em 17 capitais

Felipe Menezes/Metrópoles
Cesta básica consumiu 62% do salário mínimo no DF em 2021
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Cesta básica consumiu 62% do salário mínimo no DF em 2021

Felipe Menezes/Metrópoles
A carne é o item mais caro na composição da cesta básica
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A carne é o item mais caro na composição da cesta básica

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Segundo o Centro de Documentação e Análise Social da Federação de Professores da Venezuela, o preço da cesta básica no país é de US$ 340. Ou seja, a população local precisaria de 156 salários mínimos para comprar uma cesta básica.

Melhor piso é da Costa Rica

Na outra extremidade do ranking, está a Costa Rica, com o maior pior salarial da América Latina. O governo local define valores diferentes para cada tipo de trabalhador, mas mesmo o valor mais baixo estipulado, para trabalhadores em ocupação não qualificada, é de US$ 514. O valor da hora trabalhada é de US$ 2,33.

Já o preço da cesta básica costa-riquenha, segundo o Instituto Nacional de Estadística y Censos, é de US$ 51,2. A título de comparação, a cesta básica brasileira é mais que o dobro do valor, vendida a US$ 126,7.

Em segundo lugar, vem o Uruguai, com um salário mínimo de US$ 434, e hora trabalhada a US$ 1,97. Em terceiro e quarto, respectivamente, estão Equador, com US$ 425, e Chile, com US$ 420.

Confira, abaixo, a tabela completa: