Filhote de 18 mil anos é encontrado congelado na Sibéria

Cientistas afirmam que corpo está perfeitamente preservado. Ainda não se sabe se o espécime é um cachorro ou um lobo

Sergey Fedorov/The Siberian TimeSergey Fedorov/The Siberian Time

atualizado 27/11/2019 13:27

O corpo de um filhote de aproximadamente 18 mil anos foi encontrado perfeitamente preservado no gelo do permafrost da Sibéria. Segundo cientistas, pode se tratar do animal mais antigo já encontrado na região.

Ele foi apelidado de Dogor, um trocadilho com as palavras “cachorro” e “lobo” – que também pode ser entendida como “amigo” -, já que ainda não se sabe a qual das duas espécies ele pertence.

Segundo o jornal Daily Mail, o filhote foi encontrado no verão de 2018 e tem sido estudado desde então. Os responsáveis pela pesquisa, os professores Love Dalén e Dave Stanton, tentam descobrir detalhes sobre a espécie, já que vem do ponto da história em que os cães foram domesticados.

Se for um cachorro, ajudará os pesquisadores a aprender mais sobre quando os lobos foram domesticados. Imagens impressionantes mostram o quanto o animal parece recente: coberto de pelos, caixa torácica exposta, olhos intactos e uma arcada dentária totalmente preservada.

“Se você pensar bem, este era um animal que vivia com leões e mamutes e rinocerontes de lã. Então é bem legal. Estava incrivelmente bem preservado mesmo antes de limparem”, comemorou Love Dalén.

Estudos na Sibéria e Suécia
A idade, da Era do Gelo, foi revelada após a datação do radiocarbono, método científico que determina a idade de materiais carbonáceos até cerca de 60 mil anos. “Se for um cachorro, eu diria que é o primeiro cão confirmado”, explicou Dave Stanton ao The Mirror.

O pesquisador revelou que filhote foi encontrado em um túnel escavado no permafrost. Ele estava em uma parte remota do nordeste da Sibéria a algumas horas da cidade mais próxima Belaya Gora e permanece na Rússia. Love e Dave estudam um osso da costela dele, na Suécia.

A ciência supõe que os cães foram domesticados a partir de uma linhagem de lobos extinta. Por isso é um problema difícil trabalhar para entender onde e quando os cães foram domesticados.

“Se você deseja encontrar a resposta, precisa analisar amostras antigas, porque a população da qual foram domesticadas não parece mais estar presente. São espécimes como esse que podem ajudar a esclarecer isso”, afirmou Sergey Fedorov, que tirou as incríveis fotografias do filhote, e trabalha no espécime na Rússia.

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