Maldivas: 2 últimos corpos de mergulhadores mortos são resgatados

Mergulhadores, que eram cidadãos italianos, participavam de uma exploração em uma caverna profunda no atol de Vaavu

atualizado

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1 de 1 acidente-maldivas - Foto: Reprodução/X

Os corpos dos dois últimos mergulhadores italianos mortos na semana passada em uma caverna subaquática nas Maldivas foram resgatados nesta quarta-feira (20/5), segundo fontes italianas. Os cinco cidadãos italianos, todos mergulhadores experientes, participavam de uma exploração em uma caverna profunda no atol de Vaavu, na quinta-feira (14/5). Um corpo foi recuperado no mesmo dia, e outros dois foram encontrados nessa terça-feira (19/5), a 60 metros de profundidade.

“Os dois últimos mergulhadores foram recuperados no interior da caverna e levados à superfície”, disse à AFP o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.

As cinco vítimas italianas do acidente — o mais grave já registrado nesse destino turístico do oceano Índico — incluem a renomada professora de biologia marinha Monica Montefalcone, sua filha e dois jovens pesquisadores, segundo a Universidade de Gênova, onde os quatro estudavam ou trabalhavam. A quinta vítima era o instrutor do grupo.

Um mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF), que participava das buscas, também morreu no sábado (16/5), em decorrência de complicações relacionadas à descompressão, após ser hospitalizado. A morte do militar levou as autoridades locais a suspenderem as buscas, o que levou a Itália a lançar uma operação internacional de resgate.

Mergulho não havia sido autorizado

O jornal italiano Corriere della Sera citou, na terça-feira, a universidade, segundo a qual a atividade de mergulho não fazia parte da missão científica. De acordo com a instituição, a prática foi realizada a título pessoal.

A Universidade de Gênova acrescentou que os pedidos encaminhados às autoridades maldivianas “foram claramente apresentados fora do escopo da missão autorizada”. As Maldivas não autorizam turistas a mergulhar a mais de 30 metros de profundidade.

Enquanto as autoridades aguardam os resultados da investigação, foi suspensa a licença de operação do barco a partir do qual os cinco italianos mergulharam.

O arquipélago, formado por 1.192 pequenas ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no oceano Índico, é um destino de luxo muito procurado por mergulhadores.

Embora vários óbitos tenham sido registrados nos últimos anos, acidentes ligados ao mergulho e a esportes náuticos continuam relativamente raros.

Leia mais em RFI, parceiro do Metrópoles.

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