Maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental, diz EUA sobre PCC
Departamento de Tesouro dos Estados Unidos sancionou dois cidadãos e três empresas brasileiros por suposto elo com a facção criminosa

Ao impor sanções contra dois cidadãos e três empresas brasileiras por supostas conexões com o PCC, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos afirmou que a facção criminosa paulista é a maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental, e que está expandindo sua operações ao redor do mundo.
“O PCC é atualmente a maior organização criminosa transnacional (OCT) do Hemisfério Ocidental e, nos últimos anos, expandiu suas operações globalmente, com presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão”, diz o comunicado.
A imposição destas sanções ocorre dois meses depois do governo americano classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Na ocasião, o Departamento de Estado americano afirmou que as facções atuam em ao menos 12 estados dos EUA.
O comunicado ainda diz que o PCC representa uma ameaça criminal real e crescente aos Estados Unidos. Para o subsecretário Terrorismo e Inteligência Financeira do governo americano Gene Lange, a designação é “mais um passo do governo dos Estados Unidos para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro das fronteiras [dos EUA]”.
Alvos das sanções
Os dois cidadãos brasileiros sancionados pelos EUA são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Além deles, três empresas brasileiras e uma de Portugal foram incluídas nas sanções.
Segundo a investigação dos EUA, os dois lavavam dinheiro ilícito gerado em cidades dos EUA e arredores, e utilizavam criptomoedas para transferir fundos de volta ao Brasil em nome do PCC.
Com a medida, os alvos das sanções têm todos os bens e direitos sobre bens bloqueados, que estejam nos Estados Unidos. Além disso, também não poderão fazer negócios com qualquer empresa ou cidadão dos EUA, nem realizar operações de câmbio em dólar americano.


