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Mundo

Lula: "Zelensky, se fosse esperto, diria que solução é diplomática"

Lula ainda disse que o presidente da Ucrânia tem direito de defender os direitos da nação que representa. Fala foi feita a jornalistas

25/09/2024 16:36, atualizado 25/09/2024 16:57
Sam Pancher/Metrópoles
Imagem colorida de Lula com painel da ONU atrás - Metrópoles

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (25/9), em Nova York, que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deveria procurar a via diplomática para resolução entre o conflito entre o país dele e a Rússia.

“Ele, se fosse esperto, diria que a solução é diplomática, não militar. Isso depende de capacidade de sentar e conversar. Ouvir o contrário e tentar chegar num acordo”, afirmou Lula em uma entrevista a jornalistas. O presidente viajou a Nova York para a 79ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Além de sugerir que a solução do conflito deveria ser diplomática, Lula defendeu o direito do presidente ucraniano de atuar em prol da manutenção dos interesses do país. “Ele tem que ser contra ocupação territorial, obrigação dele. O que ele não tá conseguindo fazer é a paz. […] O que estamos é chamando atenção para que eles levem em consideração que somente a paz vai garantir que ucrânia sobreviva enquanto país soberano”, afirmou Lula.

Também nesta quarta, Zelensky afirmou, na Assembleia Geral da ONU, de maneira indireta que o presidente Lula não aumentaria a influencia global às custas da Ucrânia. “Vocês não aumentarão seus poderes às custas da Ucrânia. Os planos alternativos para acabar com a guerra na Ucrânia só dão mais espaço político para que a Rússia continue com a guerra”, destacou Zelensky.

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Desde o início do mandato, Lula tem tido atritos verbais com Zelensky. O desentendimento começou quando Lula não se posicionou firmemente contra a Rússia como um invasor e ator original da guerra entre os dois países.

Em setembro do ano passado, Lula e Zelensky teriam um encontro bilateral, mas isto não se confirmou. Ruídos na comunicação entre os dois países a respeito das agendas de ambos ficaram evidentes à ocasião.