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Mundo

Lula: países ricos não vão seguir com ajuda de US$ 100 bi para clima

Para Lula, antes de mais nada é preciso que lideranças mundiais tomem "decisões mais corajosas e rápidas" sobre as questões climáticas

Mariana Andrade, Ana Flávia Castro30/11/2023 10:25, atualizado 30/11/2023 10:36
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Hugo Barreto/Metrópoles
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante discurso em evento no Planalto - Metrópoles

Em viagem no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (30/11), não acreditar que o países ricos vão seguir com a proposta de financiar US$ 100 bilhões por ano voltados para medidas de mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática nos países mais pobres.

O petista ainda cobrou uma atuação mais incisiva dos líderes mundiais.

Para Lula, antes de mais nada é preciso que lideranças políticas mundiais tomem “decisões mais corajosas e rápidas”. “Ou seja, nós precisamos ter uma governança global para ajudar a cuidar do planeta”, falou em entrevista a jornalistas.

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Lula e Mohammed bin Salman
Lula e xeiques na Arábia Saudita
Lula chega na Arábia Saudita
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Lula chega na Arábia Saudita

Ricardo Stuckert/Presidência da República
Lula e Mohammed bin Salman
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Lula e Mohammed bin Salman

Ricardo Stuckert/PR
Lula e xeiques na Arábia Saudita
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Lula e xeiques na Arábia Saudita

Audiovisual/PR

O presidente está na região para representar o Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Na COP28, Lula espera ver “se os países ricos estão dispostos efetivamente a fazer os investimentos para os países que têm florestas” para que eles “mantenham as suas florestas em pé”.

Lula cobra líderes para combater crise climática

O petista ressalta que caso as medidas, em favor do mundo, precisarem ser aprovadas nos respectivos congressos dos países envolvidos, significa que “ninguém vai cumprir”. Lula cita o caso dos Estados Unidos (EUA) que não cumpriu o Protocolo de Kyoto — primeiro tratado internacional para o controle da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, assinado em 1997, no Japão.

Em 2001, os EUA decidiram abandonar o protocolo com a justificativa de que cumprir as metas estabelecidas comprometeria o desenvolvimento econômico do país. À época, o documento foi assinado por 84 nações.

O chefe do Executivo também criticou que “quase nenhum dos países” cumpriu o Acordo de Paris — tratado internacional adotado em 2015, com foco em mitigar, adaptar e financiar a redução das mudanças climáticas.

Lula prossegue: “Então, se os governantes democratas querem continuar sendo acreditados pelo povo é preciso que a gente comece a fazer as coisas que as pessoas estão achando que devemos fazer. Não dá para brincar”.