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Mundo

Lula e aliados abrem nova "guerra" contra Trump pelo comando da OEA

Governo Lula oficializou apoio a chanceler do Suriname para presidir OEA, mas conservadores apontam apoio de Trump a paraguaio

Augusto Tenório05/03/2025 13:25, atualizado 05/03/2025 13:41
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Reprodução/redes sociais
Lula com boné estampado com a frase "O Brasil é dos brasileiros"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma nova frente de disputa contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao oficializar o apoio à candidatura do diplomata surinamês Albert Ramdin para a presidência da Organização dos Estados Americanos (OEA). O organismo escolherá o novo chefe no dia 10/3. Os EUA, por sua vez, se preparam para apoiar oficialmente o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, já apoiado por grupos conservadores do país norte-americano.

A decisão de apoiar Albert Ramdin foi oficializada pelo Ministério de Relações Exteriores do governo Lula na última terça-feira (4/3). O Brasil foi seguido por Bolívia, Chile, Colômbia e Uruguai. A estratégia do Itamaraty e dos aliados na América Latina é fortalecer um nome capaz de oferecer resistência à ofensiva conservadora de Trump, que deseja influenciar o organismo para aumentar a influência dos EUA na região.

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O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, e o ministro de Relações Exteriores do governo Lula, Mauro Vieira, em fevereiro, após reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica
Então candidato à presidência da OEA, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, encontrou-se com Donald Trump em novembro de 2024
O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, foi o escolhido pelo presidente Lula para a presidência da OEA
Então candidato à presidência da OEA, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, encontrou-se com Donald Trump em novembro de 2024
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Então candidato à presidência da OEA, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, encontrou-se com Donald Trump em novembro de 2024

MRE do Paraguai
O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, e o ministro de Relações Exteriores do governo Lula, Mauro Vieira, em fevereiro, após reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica
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O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, e o ministro de Relações Exteriores do governo Lula, Mauro Vieira, em fevereiro, após reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica

Itamaraty
Então candidato à presidência da OEA, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, encontrou-se com Donald Trump em novembro de 2024
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Então candidato à presidência da OEA, o ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, encontrou-se com Donald Trump em novembro de 2024

MRE do Paraguai
O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, foi o escolhido pelo presidente Lula para a presidência da OEA
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O chanceler do Suriname, Albert Ramdin, foi o escolhido pelo presidente Lula para a presidência da OEA

Ao oficializar o apoio a Albert Ramdin, o Itamaraty citou sua “vasta experiência na diplomacia”, com destaque para seu “papel como secretário-geral adjunto da OEA”. Ainda de acordo com o governo Lula, o diplomata tem “posição única para enfrentar os desafios contemporâneos para nossos países, ao oferecer uma nova perspectiva que reflita as realidades e aspirações do Caribe e da América em seu conjunto”.

Lezcano, por sua vez, faz parte de um governo de direita no Paraguai. Ele é o ministro de Relações Exteriores do presidente Santiago Peña, do Partido Colorado. O diplomata, que representa um presidente conservador, esteve com Donald Trump em novembro do ano passado, na residência do então presidente eleito, em Mar-a-Lago. De acordo com a própria diplomacia paraguaia, eles “concordaram em avançar na agenda bilateral, fortalecer as relações e promover o desenvolvimento econômico em ambos os países”.

O próximo eleito para a presidência da OEA chefiará o organismo internacional pelos próximos cinco anos. Ter um aliado no comando da organização é visto como um ponto importante. Nos últimos meses, o órgão entrou na mira de conservadores e progressistas com a produção de um relatório sobre liberdade de expressão, que está sendo finalizado no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Os países signatários são teoricamente obrigados a seguir determinações da Corte de Direitos Humanos, mas isso não necessariamente acontece. Apesar disso, decisões desse órgão produzem repercussões internacionais e também internas. Por isso, bolsonaristas pressionaram o relator da Comissão a incluir, no seu parecer, o que classificam como “abusos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Já o governo Lula quer reforçar que foi vítima de uma suposta tentativa de golpe de Estado.