Lula diz que reunião com Trump pode ser presencial

Em coletiva, Lula disse que encontro com Trump pode ocorrer presencialmente e ressaltou importância de aproximação entre Brasil e EUA

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva - Metrópoles - Foto: Samuel Pancher/Metrópoles

Nova York e Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (24/9), em Nova York, que não se opõe à possibilidade de um novo encontro presencial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada em coletiva à imprensa, após a participação do petista na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Pode ser presencial, podemos ainda discutir”, disse Lula, ao ser questionado sobre a possibilidade de reunião com o líder norte-americano.

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Segundo Lula, no breve encontro com Trump nos bastidores da ONU, houve espaço para um gesto de aproximação. “Tudo pode ser resolvido quando duas pessoas conversam, acredito no poder de convencimento das palavras. Quero que ele saiba do Brasil e quero saber quais as informações que ele teve sobre o Brasil”, afirmou.

O petista também ponderou que “se ele [Trump] está preocupado com a economia, é um direito dele”.

Presidente brasileiro contou que estendeu a mão ao republicano e defendeu que Brasil e EUA têm “muito para conversar”.

Já Trump, em seu discurso na Assembleia Geral, disse que se encontrou com Lula rapidamente, que os dois se abraçaram e que devem voltar a se reunir “na semana que vem” e que eles tiveram uma “química excelente”.

Apesar das declarações, até o momento nem Brasília, nem Washington confirmaram data para a reunião.

Crise EUA e Brasil

A aproximação ocorre em meio à escalada da crise comercial entre os dois países. Em julho, Trump assinou uma ordem executiva que aumentou em 40% as tarifas sobre produtos brasileiros, elevando a taxação total para 50%. Segundo o governo norte-americano, a medida seria uma resposta a violações de direitos humanos no Brasil e às condenações judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em Nova York, Lula reforçou que a pauta entre Brasil e Estados Unidos deve incluir interesses industriais, tecnológicos e digitais, além de uma agenda positiva para retomar o diálogo.

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