Lula diz esperar encontro com Trump: “Teremos uma solução”

O presidente dos Estados Unidos afirmou, ao embarcar para a Malásia, que planeja conversa com o brasileiro e indicou recuo no tarifaço

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversa com jornalistas em Kuala Lampur sobre encontro com Donald Trump na Malásia.
1 de 1 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversa com jornalistas em Kuala Lampur sobre encontro com Donald Trump na Malásia. - Foto: Augusto Tenório/Metrópoles

Kuala Lampur – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que trabalha “com otimismo” e que encontrará “uma solução” junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eles planejam uma conversa na capital da Malásia neste domingo (26/10), durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

“Eu espero que aconteça. Eu vim aqui com a disposição de que a gente possa encontrar uma solução. Mas tudo depende da conversa. Eu trabalho com otimismo mesmo de que a gente possa encontrar uma solução”, disse Lula a jornalistas.

Questionado se estaria disposto a ceder a eventuais existências de Trump, Lula amenizou: “Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda. Eu vou colocar na mesa os problemas e vou tentar encontrar uma solução. Então pode ficar certo que vai ter uma solução”. Veja:

Neste sábado (25/10),  Trump embarcou para a Malásia e afirmou que pode reduzir as tarifas impostas ao Brasil diante das “circunstâncias corretas”. O republicano ainda confirmou sua expectativa para a conversa com Lula.

“Eu acredito que vamos nos encontrar de novo, nos encontramos na [Assembleia Geral das] Nações Unidas, brevemente”, afirmou Trump ao embarcar para a Malásia, em áudio divulgado pela Casa Branca.

Apesar de a vontade de Lula e Trump por um encontro estarem postas, os governos brasileiro e estadunidense não confirmaram a conversa até o momento. Ambos os presidentes, porém, liberaram suas agendas no fim da tarde do domingo para possibilitar o diálogo.

Lula e Trump na Malásia

Os presidentes do Brasil e dos EUA são convidados da Asean para o encontro da cúpula. Eles querem aproveitar a presença num “terreno neutro” para começar, de fato, a negociar um recuo no tarifaço de 50% imposto pelo país norte-americano a importações brasileiras.

Para o Brasil, a Ásia é um parceiro estratégico, e sua importância na balança comercial cresceu com a retaliação de Trump. Há um interesse, principalmente do setor de carnes, um dos mais afetados pelo tarifaço, na abertura de mercados asiáticos.

O governo brasileiro acredita que este é um bom momento para negociar, pois há uma alta no preço dos alimentos nos EUA. O presidente Lula chegou tocar no assunto durante passagem pela Indonésia nesta semana.

“Não há nenhum sentido a gente tomar medidas que possam prejudicar alguém. O presidente Trump sabe que o preço da carne lá está muito alto, é preciso baixar o preço da carne, sabe que o cafezinho vai ficando caro”, disse.

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