“Lula deve dizer a Maduro que é hora de ir embora”, diz Nobel da Paz

María Corina Machado sinaliza que uma mensagem de Lula em condenação ao regime de Maduro fortaleceria a integração territorial sul-americana

atualizado

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A líder da oposição na Venezuela e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve dizer ao colega venezuelano Nicolás Maduro que “chegou a sua hora de ir embora”.

A ex-deputada é adversária do regime de Maduro e afirmou que, se Lula quiser ajudar na “transição pacífica da ditadura para a democracia”, seria necessário cortar laços com o líder venezuelano.

“Acho que, neste momento, apesar das diferenças evidentes que surgiram entre o governo do Brasil e Nicolás Maduro —porque é claro que ele ultrapassou todos os limites, rompendo até antigas alianças—, ainda existem canais. Seria muito útil que o presidente Lula, assim como os demais chefes de Estado do continente, enviasse uma mensagem clara a Maduro: ‘Chegou a sua hora de ir embora. Acabou. Vá, para o seu próprio bem, Maduro. Aceite isso'”, disse.

A vencedora do Nobel sinaliza que uma mensagem de Lula em condenação ao regime de Maduro fortaleceria a integração territorial sul-americana. “Uma vez que o Brasil representa um papel diplomático fundamental no continente”, disse Corina Machado ao jornal Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (17/10).

Após ganhar o Nobel, a líder da oposição na Venezuela fez acenos ao presidente dos EUA, Donald Trump, que se opõe à gestão de Maduro. Além disso, ela defende a ação naval dos EUA próximo à costa venezuelana, que sinaliza o propósito de confrontar e retirar o líder venezuelano do poder.

Ações letais

Corina  Machadodiz que “conta mais do que nunca” com Trump e que precisará de todo o apoio necessário do governo norte-americano para “retomar a liberdade da Venezuela”. Recentemente, Nesta quinta-feira (16/10), Trump autorizou operações da Agência Central de Inteligência (CIA)A em território venezuelano, o que permite “ações letais” da instituição no país.

“Este reconhecimento da luta de todos os venezuelanos é um impulso para concluir nossa tarefa: conquistar a liberdade. Estamos no limiar da vitória e hoje, mais do que nunca, contamos com o presidente Trump, o povo dos Estados Unidos, os povos da América Latina e as nações democráticas do mundo como nossos principais aliados para alcançar a liberdade e a democracia”, afirmou Corina Machado.

O repúdio contra o governo de Maduro aconteceu após as eleições no país, em 2024. Ela alega que Edmundo González, aliado na oposição ao governo, venceu as eleições por uma grande margem, porém, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, formado por uma organização chavista, reelegeu Maduro. Desde então, Corina Machado permanece escondida para evitar perseguições do governo.

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