Lula conversa com Putin sobre situação na Venezuela

Segundo o Kremlin, a ligação ocorreu por iniciativa do Palácio do Planalto. Líderes falaram sobre cooperação para desescalar a tensão

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Lula e o presidente da Rússia, Vladimir Putin
1 de 1 Lula e o presidente da Rússia, Vladimir Putin - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na manhã desta quarta-feira (14/1). De acordo com nota divulgada pelo Kremlin, a ligação ocorreu a pedido do Planalto, e os líderes discutiram questões internacionais atuais, incluindo a situação da Venezuela.

O governo brasileiro confirmou a conversa. Segundo o comunicado do governo russo, os países compartilham da mesma posição em defesa da “soberania estatal e dos interesses nacionais” do país sul-americano.

“Ficou acordado que os esforços de coordenação continuariam, inclusive no âmbito da ONU e por meio do BRICS, com o objetivo de reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões do mundo”, diz a nota.

Lula e Putin ainda discutiram temas relacionados à cooperação bilateral.

Após o comunicado do Kremlin, o Palácio do Planalto divulgou uma nota sobre a conversa. De acordo com o governo Lula, a ligação durou em torno de 45 minutos. Os líderes teriam falado ainda sobre os preparativos para a 8ª Comissão Bilateral de Alto Nível Brasil – Rússia, que será realizada em 5 de fevereiro, em formato híbrido, virtual e presencial em Brasília. Putin deve enviar representantes para o evento.

A última conversa entre os presidentes ocorreu em agosto do ano passado, dias após a reunião entre o líder russo e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, pelos Estados Unidos, o presidente brasileiro tem conversado com líderes estrangeiros sobre a situação no país vizinho. Na última semana, ele falou com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, além do presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, e do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

A operação do governo Trump contra Caracas ocorreu no último dia 3. Na ocasião, militares norte-americanos bombardearam diferentes pontos do país e prenderam Maduro. O chavista responderá a um processo penal sob acusações de narcoterrorismo, disputas sobre imunidade de chefe de Estado e questionamentos sobre os limites do direito internacional.

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