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Liz Truss cita "guerra ilegal de Putin" em discurso de renúncia

Em meio à pressão e instabilidade econômica, primeira-ministra do Reino Unido renunciou ao cargo nesta quinta-feira (20/10)

20/10/2022 10:14, atualizado 20/10/2022 10:29
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Christopher Furlong/Getty Images
mulher em palanque

Liz Truss, que renunciou ao cargo primeira-ministra do Reino Unido nesta quinta-feira (20/10), citou a guerra da Ucrânia como uma das razões para instabilidade em seu mandato à frente do país. Em discurso proferido nesta manhã, Truss chamou o conflito entre Rússia e Ucrânia de “guerra ilegal de Vladmir Putin”.

“Assumi o cargo em um tempo de grande instabilidade econômica e internacional. Famílias e empresas estavam preocupadas sobre como pagar suas contas. A guerra ilegal de Putin na Ucrânia ameaça a segurança de todo o nosso continente, e o nosso país foi retido pelo baixo crescimento econômico por muito tempo”, disse a integrante do Partido Conservador.

Truss afirmou que foi eleita para mudar o ambiente de instabilidade. Durante o discurso, citou o cumprimento de contas de energia e o corte no seguro nacional do país. “Definimos uma visão para uma economia com impostos baixos e alto crescimento, que tiraria vantagem das liberdades do Brexit”, afirmou.

Pressionada, a sucessora de Boris Johnson admitiu que não conseguiu atender às expectativas. “Reconheço que, dada a situação, não posso cumprir o mandato para o qual fui eleita pelo Partido Conservador”, falou.

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Liz Truss e Rishi Sunak concorreram dentro do Partido Conservador pelo cargo de primeiro-ministro
Truss ao lado do ex-primeiro-ministro Boris Jonhson, ambos adeptos do Brexit
Truss é natural de Oxford, no sudeste da Inglaterra
Truss se formou em filosofia, política e economia, no Merton College, parte da Universidade de Oxford
Antes de assumir como primeira-ministra, Liz Truss ocupava o cargo de secretária de Relações Exteriores do Reino Unido
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Antes de assumir como primeira-ministra, Liz Truss ocupava o cargo de secretária de Relações Exteriores do Reino Unido

Christopher Furlong/Getty Images
Liz Truss e Rishi Sunak concorreram dentro do Partido Conservador pelo cargo de primeiro-ministro
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Liz Truss e Rishi Sunak concorreram dentro do Partido Conservador pelo cargo de primeiro-ministro

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Truss ao lado do ex-primeiro-ministro Boris Jonhson, ambos adeptos do Brexit
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Truss ao lado do ex-primeiro-ministro Boris Jonhson, ambos adeptos do Brexit

Henry Nicholls - Pool/Getty Images
Truss é natural de Oxford, no sudeste da Inglaterra
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Truss é natural de Oxford, no sudeste da Inglaterra

Szymanowicz/Anadolu Agency via Getty Images
Truss se formou em filosofia, política e economia, no Merton College, parte da Universidade de Oxford
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Truss se formou em filosofia, política e economia, no Merton College, parte da Universidade de Oxford

James Manning/PA Images via Getty Images

Escolha de sucessor

Em seu discurso, Truss afirmou que a renúncia foi comunicada ao rei Charles III durante esta manhã. A premiê disse que também se reuniu com Graham Brady, presidente do parlamento inglês. Ela permanece como primeira-ministra até que um sucessor seja eleito.

“Concordamos que haverá uma eleição de liderança a ser concluída na próxima semana. Isso garantirá que continuemos no caminho para entregar nossos planos fiscais e manter a estabilidade econômica e a segurança nacional do nosso país”, afirmou.

Instabilidade econômica

Liz Truss já vinha sofrendo uma forte pressão para entregar a função, por conta de um polêmico plano econômico que gerou revolta no mercado financeiro e, inclusive, entre membros da legenda.

A premiê foi eleita em 5 de setembro, e tomou posse no dia seguinte. O mandato dela deveria durar até as próximas eleições legislativas, previstas para 2024. A chefe de governo foi a terceira mulher no cargo — seguindo os passos de Margaret Thatcher e Theresa May, e a quarta pessoa a ocupar a função de premiê em seis anos.

Truss venceu a disputa interna pela liderança do Partido Conservador, que tem maioria no parlamento britânico, com quase 58% dos votos. Ela derrotou o ex-ministro de Finanças, Rishi Sunak, que recebeu 43%.