Líbano tem mais de mil mortos durante ofensiva dos EUA e de Israel
Com mais de mil mortos em 21 dias, Líbano enfrenta crise humanitária crescente, afirma Médico Sem Fronteiras
atualizado
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Desde o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e países da região, mais de mil pessoas foram mortas no Líbano. Segundo a organização internacional Médico Sem Fronteiras (MSF), autoridades de saúde libanesas apontam que 1.039 pessoas morreram entre 2 e 23 de março; 12% são crianças.
A combinação de ataques terrestres e repetidos bombardeios aéreos contra infraestruturas civis, como pontes no sul do Líbano, tem isolado cidades e vilas ao sul do rio Litani do restante do território, afirma a MSF. Cerca de um milhão de pessoas já foram forçadas a deixar suas casas.
“Estamos preocupados com a segurança dos civis que não deixaram essas áreas, seja por escolha própria ou por falta de recursos”, disse o Dr. Tejshri Shah, diretor-geral da organização. “Pedimos a proteção de civis e estruturas médicas em todos os momentos, permitindo que as pessoas continuem a ter acesso a cuidados de saúde e outros serviços essenciais”, acrescentou o MSF.
Até essa segunda-feira (23/3), a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou mais de 63 ataques a instalações de saúde, com 40 profissionais de saúde mortos e outros 91 feridos. Além disso, mais de cinco hospitais foram obrigados a evacuar e mais de 54 centros de atenção primária à saúde em todo o Líbano foram fechados.
Israel amplia operações
Desde a última semana, o Exército de Israel conduz “operações terrestres limitadas e direcionadas” contra posições do Hezbollah no Líbano.
Em comunicado, os militares afirmam que as ações buscam “fortalecer uma postura defensiva avançada”, incluindo o desmonte de infraestruturas do grupo e a eliminação de combatentes. O objetivo, segundo o texto, é “garantir maior segurança aos habitantes do norte de Israel”.
O Líbano entrou no conflito em 2 de março, após ataques do Hezbollah contra Israel. A ofensiva foi apresentada pelo grupo como resposta à morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, durante ataques norte-americanos e israelenses a Teerã.
