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Mundo

Leão XIV diz amar os EUA, mas se vê como um papa "por acaso americano"

Papa Leão XIV, primeiro pontífice americano, reforçou a missão de “pastor da Igreja universal” com voz e diálogo voltado para todos

30/07/2026 09:38
Massimo Valicchia/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de papa Leão XIV - Metrópoles

O papa Leão XIV afirmou que, apesar de nutrir um “grande amor” pelos Estados Unidos, se vê mais como o papa que, “por circunstância, é americano”.

A declaração do primeiro pontífice dos EUA foi dada em entrevista à rede NBC, nessa quarta-feira (29/7), após o encontro de oração Cântico de Paz, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, residência de verão do papa. O evento contou com a presença do tenor italiano Andrea Bocelli.

“Penso em mim antes de tudo como o papa que, apenas por circunstância, é americano. (…) Por isso, coloco as coisas nessa ordem e, ao mesmo tempo, reconheço que, tanto para mim quanto para o povo dos Estados Unidos, a julgar pela reação que vimos desde 8 de maio do ano passado, ser o primeiro papa americano tem um grande significado”, afirmou.

Ele explica que não se trata de diminuir o valor pela pátria que ele nutre “um grande amor”, mas de reafirmar a missão de “pastor da Igreja universal” com voz e diálogo voltado para o mundo inteiro.

O pontífice também foi questionado sobre o que mais ama nos Estados Unidos e afirmou ser o que a “América representa: o sentido de liberdade, o sentido de oportunidade, o fato de, por gerações, ter convidado pessoas de todas as partes do mundo a fazerem parte da América”.

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O líder da Igreja Católica também recordou que por parte dos avós, descende de uma família de imigrantes, enquanto, pelo lado materno, “há pessoas que foram tanto escravizadas quanto proprietárias de escravos”.

Leão, assim como o seu antecessor, papa Francisco, tem defendido os migrantes e celebrou o dia da independência americana com uma oração por pessoas que morreram tentando alcançar o continente em busca de melhores condições de vida.

“A história (americana) de crescimento, e esse tipo de experiência, ajudam-me a reconhecê-la como uma das maiores riquezas dos Estados Unidos. E continuo a defender os princípios que, por tantos anos, fizeram parte do que significa ser americano. E isso continuará assim”, afirmou.

Ao ser questionado sobre possível visita ao país de origem, ele não esconde o desejo de ir para testemunhar com ainda “maior força” seu compromisso em favor da paz.

“Vocês me verão lá. Por coincidência, justamente hoje estávamos olhando o calendário para os próximos dois anos. Ainda não há nada definitivo, mas espero sinceramente poder ir em breve”.