Lavrov condena sanções dos EUA contra Cuba durante reunião em Moscou

Sergey Lavrov critica pressão de Washington e pede diálogo. Encontro em Moscou ocorre em meio ao endurecimento das medidas contra Cuba

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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, condenou as sanções e a pressão econômica e militar dos Estados Unidos contra Cuba durante reunião, nessa terça-feira (18/2), em Moscou, com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla.

Segundo comunicado oficial da diplomacia russa, Moscou classificou como “ilegítimas” as medidas restritivas impostas por Washington contra Havana e reafirmou apoio ao fim do embargo comercial, econômico e financeiro norte-americano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, os dois chanceleres destacaram a “inaceitabilidade” de sanções unilaterais, especialmente no setor energético, e defenderam a retirada de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo do Departamento de Estado dos EUA.

Durante o encontro, Lavrov pediu que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adote uma postura “responsável” e evite qualquer plano de bloqueio naval militar contra a ilha caribenha.

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Vladimir Putin recebe Bruno Rodríguez Parrilla em Moscou e diz que restrições à Cuba são inaceitáveis em meio ao cerco dos EUA
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Cerco dos EUA contra Cuba

  • O encontro acontece após Washington autorizar tarifas contra países que fornecem petróleo a Cuba e declarar estado de emergência nacional, alegando que a ilha representa uma ameaça à segurança dos EUA.
  • As medidas fazem parte de um pacote destinado a restringir o fluxo energético para Havana, que enfrenta escassez de combustível e dificuldades em setores estratégicos.
  • No plano geopolítico, o cerco econômico norte-americano ganhou intensidade após mudanças no cenário regional, incluindo a reconfiguração política na Venezuela e o anúncio de interrupção do envio de petróleo e recursos financeiros para Cuba, historicamente dependente desse apoio.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, chegou a alertar que o governo cubano deveria estar “muito preocupado” com o novo contexto.
  • Com a redução do fornecimento energético e o agravamento da crise econômica, a situação humanitária na ilha se deteriorou nas últimas semanas.
  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Cuba permanece uma nação soberana, embora tenha sinalizado abertura a negociações com os EUA desde que ocorram sem “pressões ou precondicionamentos”.

Rodríguez Parrilla reiterou que o país seguirá cumprindo os acordos bilaterais com a Rússia e defendeu o diálogo internacional com base no respeito mútuo e na soberania dos Estados.

O diplomata também acusou os EUA de adotarem “novas práticas de violação do direito internacional”, enquanto reafirmou a disposição de Cuba em negociar em condições de igualdade, sem pressões externas.

A agenda da delegação inclui um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, segundo o Kremlin.

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