Kim Jong-un reitera status de potência nuclear da Coreia do Norte

Citando Irã, ditador da Coreia do Norte descreveu guerra como prova de que a força se sobrepõe às normas internacionais

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un - Metrópoles - Foto: Contributor/Getty Images

Coreia do Norte consolidará permanentemente seu status como um Estado com armas nucleares, ao mesmo tempo que trata a Coreia do Sul como seu inimigo “mais hostil”, afirmou o ditador Kim Jong-un.

“A dignidade da nação, seus interesses nacionais e sua vitória final só podem ser garantidos pela potência mais forte”, disse Kim nesta segunda-feira, acrescentando que Pyongyang “continuará a consolidar nosso status absolutamente irreversível como potência nuclear”, informaram veículos de imprensa estatais nesta terça-feira (24/2).

Kim fez o discurso perante a Assembleia Popular Suprema, o órgão legislativo subserviente do país governado pelo Partido Comunista. Os parlamentares também aprovaram o orçamento estatal de 2026, que eleva os gastos com defesa para 15,8% do total das despesas.

Kim rejeitou novamente a troca do desarmamento por garantias de segurança , uma proposta antiga dos Estados Unidos.

Uma lição do Irã

Kim acusou Washington de “terrorismo e agressão globais”, apresentando a guerra entre EUA e Israel contra o Irã como prova de que a força se sobrepõe às normas internacionais. Ele afirmou que a realidade mundial atual “ensina claramente qual é a verdadeira garantia da existência e da paz de um Estado”.

Sem mencionar o nome do presidente dos EUA, Donald Trump, Kim disse que seus oponentes podem “escolher o confronto ou a coexistência pacífica”, mas que “estamos preparados para responder a qualquer escolha”.

Analistas sul-coreanos afirmaram que os comentários refletem a crença de Pyongyang de que as armas nucleares dissuadem intervenções. “Essas circunstâncias reforçaram o velho argumento de Pyongyang de que as armas nucleares são essenciais” para a sobrevivência do regime, disse Yang Moo-jin, da Universidade de Estudos da Coreia do Norte.

Coreia do Sul como inimigo permanente

O discurso ocorreu um dia após a recondução de Kim à chefia da Comissão de Assuntos de Estado, órgão máximo de formulação de políticas da Coreia do Norte.

Pyongyang concluiu na segunda-feira uma sessão de dois dias da Assembleia Popular Suprema, durante a qual aprovou uma versão revisada da Constituição norte-coreana.

Embora as mudanças ainda não estejam claras, especialistas esperam revisões que removam as referências à nacionalidade compartilhada com a Coreia do Sul e a classifiquem como um inimigo permanente.

A Casa Azul, residência oficial da presidência sul-coreana, afirmou nesta terça-feira que a declaração do líder norte-coreano Kim Jong-un de que a Coreia do Sul é “o Estado mais hostil” é indesejável para a coexistência pacífica na Península da Coreia, informou a agência de notícias Yonhap.

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