Justiça indicia um dos três policiais envolvidos na morte de Breonna Taylor

Nenhuma acusação foi feita contra dois policiais que dispararam durante a ação que matou profissional de saúde negra nos Estados Unidos

atualizado 23/09/2020 19:53

Capa de revista de setembro de 2020The Oprah Magazine/Reprodução

A Justiça norte-americana indiciou nesta quarta-feira (23/9) um ex-policial de Louisville (EUA) por exposição de cidadãos a risco injustificado, durante a operação antidrogas que levou à morte da jovem negra Breonna Taylor, em março deste ano. Nenhuma acusação foi anunciada contra outros dois policiais que dispararam durante a ação. As informações são do jornal The New York Times.

De acordo com a reportagem, a acusação foi feita contra Brett Hankison, que, na época, era um detetive. Ele atirou contra a porta de vidro do quintal e contra a janela do prédio de Breonna, ambas cobertas com persianas, violando uma regra do departamento de polícia que exige que os agentes tenham uma linha de visão.

Hankison é o único dos três oficiais a ser demitido da polícia, com uma carta de rescisão declarando que ele demonstrou “extrema indiferença pelo valor da vida humana”.

Para a Justiça, os oficiais Jon Mattingly e Myles Cosgrove reagiram aos tiros na direção do namorado de Breonna, Kenneth Walker, de acordo com documentos internos.

A decisão ocorreu após mais de cem dias de protestos e de uma investigação de um mês sobre a morte de Breonna, de 26 anos. A profissional de saúde foi baleada cinco vezes no corredor de seu apartamento por policiais que executavam um mandado de busca.

O nome e a imagem de Breonna tornaram-se parte de um movimento nacional contra a injustiça racial nos Estados Unidos.

Várias celebridades escreveram cartas abertas e ergueram outdoors exigindo que os policiais brancos fossem acusados criminalmente pela morte da jovem negra.

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