Justiça dos EUA barra pedido de Trump para demitir diretora do Fed

Trump havia pedido a suspensão de decisão anterior que paralisou a demissão de Lisa Cook, anunciada por ele em agosto

atualizado

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Federal Reserve/Divulgação
Imagem colorida de Lisa D. Cook participated in a discussion with Federal Reserve Bank of Atlanta President Bostic on AI, big data 1º de outubro de 2004
1 de 1 Imagem colorida de Lisa D. Cook participated in a discussion with Federal Reserve Bank of Atlanta President Bostic on AI, big data 1º de outubro de 2004 - Foto: Federal Reserve/Divulgação

Um tribunal de apelação dos Estados Unidos negou, nesta segunda-feira (15/9), que o presidente Donald Trump efetive a demissão de Lisa Cook, diretora do Federal Reserve (Fed) – o banco central norte-americano.

A decisão do tribunal de apelação é uma resposta a um pedido protocolado por representantes de Trump na última quarta-feira (10/9). O presidente requisitou que a deliberação de um tribunal inferior, que suspendeu a ordem de demissão de Lisa Cook, fosse tornada sem efeito.

No entanto, a corte decidiu nesta segunda que o pedido de Trump “não satisfez os requisitos rigorosos para uma suspensão pendente de recurso”.

Com a decisão da Justiça, Lisa Cook poderá participar da reunião do FED para decidir sobre a taxa de juros. O encontro começa na manhã desta terça-feira (16/9) e dura dois dias. Atualmente, a taxa de juros dos EUA varia de 4% a 4,25%. Trump tem feito várias declarações há meses no sentido de pressionar para que o colegiado reduza a taxa.

A demissão

O anúncio da demissão de Lisa Cook foi feito por Trump em 25 de agosto deste ano, quando o presidente norte-americano divulgou um comunicado na própria rede social, a Truth Social. Para a demissão, o presidente dos EUA alegou que a diretora teria prestado informações falsas, ou seja, realizado uma fraude, para obter financiamento imobiliário mais barato. Ela nega.

Após a divulgação da demissão por Trump, Lisa Cook acionou, no dia 28 de agosto, a Justiça para impedir o cumprimento da ordem do republicano. A diretora alegou que o presidente não tem poderes para determinar a dispensa dela. O FED saiu em defesa da integrante da instituição.

“Mandatos prolongados e proteções contra demissões arbitrárias asseguram que as decisões do Fed sejam baseadas em dados, análise econômica e nos interesses de longo prazo do povo americano”, disse o comunicado divulgado pelo Fed.

No último dia 4, o periódico The Wall Street Journal publicou uma reportagem na qual afirma que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos instaurou uma investigação criminal contra a diretora do FED.

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