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Justiça do Peru determina a soltura do ex-presidente Alberto Fujimori

Alberto Kenya Fujimori foi preso por crimes contra a humanidade. O político governou o país durante a década de 1990

Maria Eduarda Portela05/12/2023 19:00, atualizado 05/12/2023 19:12
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Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Ex-presidente do Peru Alberto Fujimori

O Tribunal Constitucional do Peru determinou a soltura do ex-presidente Alberto Kenya Fujimori, que comandou o país na década de 1990. O político de 85 anos foi condenado a 25 anos de cadeia em 2009 por crimes contra a humanidade.

Alberto Fujimori foi o primeiro líder eleito democraticamente na América do Sul a ser condenado por abuso dos direitos humanos. O político foi condenado pelas mortes de 25 pessoas e por sequestros durante o seu governo, entre 1990 e 2000.

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Justiça peruana decide libertar ex-presidente Fujimori da prisão
Ex-presidente do Peru Alberto Fujimori
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Ex-presidente do Peru Alberto Fujimori

Kurita KAKU/Gamma-Rapho via Getty Images
Justiça peruana decide libertar ex-presidente Fujimori da prisão
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Justiça peruana decide libertar ex-presidente Fujimori da prisão

LUKA GONZALES/ AFP PHOTO

O ex-chefe do Executivo do Peru chegou a receber perdão presidencial em 2017, mas a medida foi revogada após pressão da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

A Justiça do Peru determinou a libertação imediata de Fujimori. O político está preso em um presídio nos arredores de Lima, capital do país.

Condenação

O julgamento de Fujimori durou mais de um ano. O político foi considerado o autor intelectual de assassinatos de Barrios Altos, em 1991, que deixaram 15 mortos. O Grupo Colina, esquadrão para militares que operou no país durante o governo de Fujimori, realizava operações contra supostas extremistas e teria causado a morte de dezenas de pessoas.

O ex-presidente também foi condenado pelo assassinato de nove estudantes e um professor da Universidade Nacional Enrique Guzmán y Valle, em Cantuta, em 1992.

Na época do julgamento, Fujimori negou todas as acusações contra ele e disse que “quem livrou o Peru do terrorismo e da instabilidade está no banco dos réus”.