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Mundo

Jovem é condenado por planejar assassinato a mando de rede ligada ao Irã

Norueguês, de 19 anos, receberia 21,5 mil libras pelo crime no Reino Unido. Ele foi preso antes de executar o plano

16/10/2026 15:44, atualizado 16/10/2026 15:45
Reprodução/Redes sociais
Jovem é condenado por planejar assassinato a mando de rede ligada ao Irã - Metrópoles

Johannes Kongsnes Natland, de 19 anos, foi condenado nesta sexta-feira (16/10) a 20 anos de prisão no Reino Unido por participar de uma conspiração para cometer um assassinato a mando de uma rede criminosa ligada ao Irã. Ex-jogador de futebol na Noruega, ele teria sido recrutado pela internet e receberia 21,5 mil libras pelo crime.

Segundo as provas apresentadas no julgamento, Natland foi contatado por integrantes ligados à Foxtrot Network, organização criminosa sueca alvo de sanções do Reino Unido e dos Estados Unidos por envolvimento em ações violentas contra alvos judeus e israelenses na Europa, supostamente a serviço do Irã.

As mensagens recuperadas do celular do jovem mostraram que um interlocutor identificado pelo codinome “Agente 47” teria coordenado a operação. Ele forneceu orientações sobre o deslocamento até o Reino Unido, o voo a ser utilizado e os locais onde Natland deveria buscar armas e dinheiro.

Em 17 de março de 2025, o norueguês desembarcou no Aeroporto de Manchester com um passaporte temporário. Ele disse aos agentes de fronteira que pretendia visitar amigos conhecidos em jogos on-line e conhecer pontos turísticos. A entrada no país foi negada, e ele recebeu orientação para retornar ao aeroporto e embarcar em um voo de volta à Noruega.

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Em vez disso, Natland seguiu para Huddersfield, onde recolheu 2 mil libras em dinheiro e uma bolsa com uma pistola semiautomática, um revólver e munição. Ele também teria recebido instruções para usar um carro roubado, com placas clonadas, na execução do plano.

Preso antes de executar o crime

As provas do julgamento indicaram que Natland manteve contato com amigos e pessoas próximas na Noruega durante a operação. Antes de viajar, ele disse à namorada que estava partindo para uma missão. Depois de recolher as armas, enviou a ela uma foto em que aparecia segurando uma delas.

Questionado por um amigo se havia testado o armamento, respondeu: “Claro que não. Elas serão testadas no alvo.”

Durante o julgamento, Natland alegou que não pretendia cometer o assassinato e que planejava atirar no próprio pé para escapar da missão. A promotoria, porém, apresentou mensagens, imagens de câmeras de segurança e outras evidências sobre os preparativos. O júri o condenou por conspiração para homicídio.

Na madrugada de 19 de março de 2025, por volta das 5h15, agentes armados de unidades de contraterrorismo invadiram o quarto de hotel onde ele estava hospedado e efetuaram a prisão. Investigadores reconstruíram os passos do jovem a partir de imagens do aeroporto, do hotel e dos locais onde ele havia recolhido as armas.

Confira: 

A identidade da pessoa que seria alvo do assassinato não foi divulgada.

Outros suspeitos seguem sob investigação

A investigação também identificou outros possíveis envolvidos. Um homem de 27 anos foi detido em setembro de 2025, suspeito de conspiração para homicídio, mas acabou liberado e continua sob investigação.

Em maio de 2026, outros dois homens foram presos em Bradford por suspeita de envolvimento com o veículo roubado. Eles também foram liberados sob fiança. A polícia mantém as apurações sobre os suspeitos de ajudar Natland a conseguir as armas e o carro.

A juíza Bobbie Cheema-Grubb afirmou que o jovem aceitou atuar como executor e prosseguiu com o plano apesar de ter tido oportunidades para desistir. Segundo ela, Natland teria concretizado o assassinato caso a polícia não tivesse intervindo.

“Você concordou em ser o executor e levou o plano adiante, apesar de inúmeras oportunidades para desistir”, afirmou a juíza durante a audiência.