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Mundo

Jornalistas usam IA para fugir de perseguição de Maduro. Vídeo

Os jornalistas venezuelanos estão usando apresentadores criados por IA para apresentar boletins sobre o cenário no país após as eleições

03/09/2024 16:43, atualizado 03/09/2024 21:20
Reprodução
imagem colorida. Jornalistas feitos com IA

Depois das eleições presidenciais na Venezuela, jornalistas estão usando apresentadores produzidos por inteligência artificial para escapar de possíveis repreensões do governo de Nicolás Maduro.

A Operação Retuit foi criada por profissionais da comunicação para trazer informações sobre o cenário político na Venezuela após as eleições. Nos boletins informativos, duas pessoas apresentam os conteúdos: a La Chama e o El Pana. Apesar da aparência bem semelhante a de uma pessoa, os âncoras são personagens criados por inteligência artificial. Veja vídeo: 

A inteligência artificial está sendo usada por jornalistas para que possam transmitir as informações que julgam importantes sem sofrer nenhuma perseguição pelo governo local. Os conteúdos apresentados por La Chama e El Pana são apurados pelos meio de comunicações que fazem parte do grupo Venezuela Vota e #LaHoraDeVenezuela.

Nos boletins, os personagens se apresentam explicando que são gerados por inteligência artificial, mas que as informações ali passadas são verdadeiras e verificadas por profissionais.

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“A Operação Retuit nasceu como uma estratégia para fugir da censura e da repressão sofrida pelos jornalistas na Venezuela”, diz nota da Connectas, uma organização sem fins lucrativos formada por jornalistas.

Jornalistas detidos

Quatro jornalistas detidos durante os protestos após a reeleição de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela são acusados de crimes de terrorismo. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP), as autoridades responsáveis pela prisão impediram que os advogados tivessem acesso aos profissionais.

Segundo a denúncia do sindicato venezuelano, o governo está impondo o “uso ilegal e arbitrário das leis antiterrorismo”.

“Denunciamos o uso ilegal e arbitrário das leis antiterrorismo na Venezuela, especialmente contra os jornalistas e repórteres fotográficos e cinematográficos detidos durante os protestos pós-eleitorais no país”, relatou o SNTP em um post nas redes sociais.

Os profissionais presos durante os protestos são os repórteres fotográficos Yousner Alvarado, detido em Barinas, e Deisy Peña, presa em Miranda; o repórter cinematográfico Paúl León, preso em Trujillo; e o jornalista José Gregorio Carnero, detido em Guárico. Todos são acusados de crimes de terrorismo.