Jogador desabafa após perder esposa em terremotos na Venezuela
Zagueiro Hector Bello homenageou a esposa nas redes sociais e pediu forças para cuidar da filha pequena, resgatada com vida após a tragédia

O zagueiro venezuelano Hector Bello publicou uma série de desabafos nas redes sociais, nessa quinta-feira (25/6), após perder a esposa nos terremotos que devastaram a Venezuela.
Em mensagens dirigidas à companheira, o jogador lamentou a morte da mulher, afirmou que ela salvou a vida da filha do casal e pediu forças para enfrentar o luto.
“Tua mãe nos deixou. Como é que eu digo isso à minha filha Andrea? Como é que eu explico à sua filha que você perdeu a vida para salvar a dela e eu não estive naquele momento para fazer nada? Como é que eu explico? Me dê forças agora, porque eu não aguento mais”, escreveu o atleta.
Em outra publicação, Bello desabafou sobre a sequência de acontecimentos que atingiram sua família. “Não me bata mais tão forte, vida, por favor”, clamou ele.
Pedido à sogra e apelo por ajuda
Além das homenagens, Hector Bello publicou uma mensagem direcionada à sogra, que também foi afetada pela tragédia: “Sogra, espere por mim, que não vou te deixar sozinha nessa dor. Vamos cuidar da bênção que o nosso amor nos deixou.”
O atleta também fez um apelo público em busca de ajuda para a filha, que sobreviveu ao desabamento.
“Por favor, preciso de alguém que me apoie caso minha filha receba alta. Somos de La Guaira e ela está em Caracas. Preciso de algum abrigo, algum hotel que possa me ajudar.”
Segundo o jogador, a bebê está sob os cuidados de uma tia enquanto permanece em Caracas.
A esposa de Hector Bello foi encontrada morta nessa quinta-feira sob os escombros do prédio onde a família morava, no estado de La Guaira, uma das regiões mais atingidas pelos terremotos.
A filha do casal, ainda bebê, foi resgatada com vida após o desabamento do edifício. O atleta venezuelano, de 28 anos, está sem clube desde o fim de sua passagem pelo Bolívar SC, equipe pela qual atuou até 2025.
Tragédia já deixa 235 mortos
Os terremotos ocorreram na quarta-feira (24/6), com magnitudes de 7,2 e 7,5, registradas com apenas 39 segundos de intervalo. Os tremores foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, a tragédia deixou 235 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda estão presas sob os escombros.
Uma plataforma criada por voluntários para auxiliar nas buscas reúne 43.308 registros de desaparecidos. Desse total, 39.989 pessoas seguem sem contato, enquanto 3.319 já foram localizadas.
Equipes de resgate continuam atuando nas áreas devastadas em busca de sobreviventes. A tragédia mobilizou uma ampla operação internacional, com países como Estados Unidos, Brasil, México, El Salvador e Ucrânia enviando ajuda humanitária e equipes especializadas para reforçar as buscas.














