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Japão x China: EUA prioriza impedir conflito sobre Taiwan

Taiwan, principal estopim da escalada de tensões entre o Japão e a China, tornou-se prioridade no último mês

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Donald Trump - Metrópoles - Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

A nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos, divulgada nesta sexta-feira (5/12) pela Casa Branca, destacou como prioridade a dissuasão de confrontos militares, particularmente em Taiwan, uma nação insular com independência administrativa em relação aos chineses.

Taiwan, principal estopim da escalada de tensões entre o Japão e a China, tornou-se prioridade no mês passado, após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, declarar que Tóquio reagirá militarmente caso a China avance sobre a ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem conversado com os líderes de ambos os países. O presidente da China, Xi Jinping, reiterou a Trump que “o retorno de Taiwan à China é parte integrante da ordem internacional do pós-guerra”.


Japão x China

  • A recém-eleita primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tornou-se o centro das atenções nas últimas semanas, ao declarar que Tóquio reagirá militarmente caso a China avance sobre Taiwan, ocasionando uma longa discussão diplomática entre ambos os países.
  • Após a declaração de Takaichi, as tensões entre Japão e China aumentaram ao longo da última semana. Durante uma sessão no Parlamento japonês, a premiê foi questionada sobre ameaças à segurança do país. Ela afirmou que um bloqueio naval chinês a Taiwan, caso envolva ações militares, poderia representar um risco à sobrevivência do Japão, que teria de usar a força para se defender.
  • O governo chinês não reagiu bem aos comentários de Takaichi. O Ministério das Relações Exteriores da China exigiu que ela retirasse as declarações sobre Taiwan.

No documento divulgado pela Casa Branca, os Estados Unidos expressam preocupação com a região de Taiwan e alegam que a situação atual não deve ser alterada.

“Também manteremos nossa política declaratória de longa data sobre Taiwan, o que significa que os Estados Unidos não apoiam qualquer mudança unilateral no status quo no Estreito de Taiwan”, reforçaram.

O governo acrescentou que “impedir um conflito sobre Taiwan, de preferência preservando a superioridade militar, é uma prioridade”.

“Construiremos uma força militar capaz de negar agressão em qualquer ponto da Primeira Cadeia de Ilhas. Mas as forças armadas americanas não podem — e não deveriam — fazer isso sozinhas. Nossos aliados precisam assumir responsabilidades e gastar — e, mais importante, agir — muito mais pela defesa coletiva”, apontou o documento.

Os norte-americanos alegam que esforços diplomáticos — incluindo investimentos em defesa e outras iniciativas — podem reforçar a “capacidade dos EUA e de seus aliados de impedir qualquer tentativa de tomar Taiwan ou de criar um equilíbrio de forças tão desfavorável a ponto de tornar impossível defender a ilha”.

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