Japão: tufão mata ao menos 28 e deixa centenas de feridos

Autoridades locais procuram por 17 pessoas que estão desaparecidas. As chuvas torrenciais são as mais fortes dos últimos 60 anos

NASA EARTH OBSERVATORYNASA EARTH OBSERVATORY

atualizado 13/10/2019 14:06

A passagem do tufão Hagibis deixou ao menos 28 mortos no Japão, segundo o mais recente balanço das autoridades locais divulgado neste domingo (13/10/2019). Mais de 170 ficaram feridas e 17 estão desaparecidas.

O governo mobilizou 27 mil integrantes das Forças de Autodefesa, o exército japonês,  para os trabalhos de socorro. Mais de sete milhões de pessoas foram aconselhadas a deixar as suas casas, tendo dezenas de milhares sido acolhidas em centros de abrigo.,

O Hagibis tocou a terra no sábado (12/10/2019) pouco antes das 19h (horário local) e, cerca de duas horas depois, chegou à capital japonesa com rajadas de vento até 200 quilômetros por hora, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão.

As chuvas torrenciais fizeram transbordar o rio Chikuma, afetando várias cidades e províncias como Negano. Essas são as chuvas mais fortes dos últimos 60 anos.

O tufão provocou o cancelamento das atividades de pista do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 previstas para o sábado. Não há informações sobre estragos na região do autódromo da 17ª etapa do mundial.

Na cidade de Sano, em Tochigi, a enchente no rio Akiyama afetou também uma área residencial, à qual já acorreram equipes de resgate, incluindo soldados.

Em Kawagoe, o rio Ope deixou cerca de 260 pessoas presas em um lar de idosos. Por sua vez, em Tóquio, o rio Tama também excedeu o seu limite, inundando os pisos térreos de vários edifícios, incluindo um hospital. (Com informações da Agência Brasil).

A rede pública de televisão NHK mostrou um de seus helicópteros transportando vários habitantes trancados nos telhados. Várias dezenas de milhares de pessoas foram recebidas em ginásios ou grandes espaços, onde receberam comida, água e cobertores.

A intensidade “sem precedentes” de chuvas fez com que a Agência Meteorológica do Japão (JMA) emitisse seu nível máximo de alerta de chuvas, reservado para situações de possível catástrofe. (Com informações de agências internacionais)

Últimas notícias