Itamaraty chama de “sequestro” detenção de brasileiro por Israel

Governos do Brasil e Espanha exigiram o “retorno imediato de seus cidadãos”, com garantias de segurança para ambos

atualizado

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1 de 1 thiago ávila (1) - Foto: Reprodução/Redes sociais

O governo do Brasil, em nota conjunta com a Espanha, condenou o que chamou de “sequestro” de cidadãos dos dois países após uma ação de Israel contra barcos de ativistas que tentavam levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. A manifestação foi divulgada nesta sexta-feira (1º/5) pelo Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Itamaraty, os dois ativistas sequestrados faziam parte da flotilha Global SUMUD, interceptada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em águas internacionais, próximo à Grécia.

“Os governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do Governo de Israel”, disse um trecho da nota. “Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades de Israel, fora de sua jurisdição, é uma afronta ao Direito Internacional, acionável em cortes internacionais, e configura delito em nossas respectivas jurisdições”.

Por isso, os dois governos exigiram o “retorno imediato de seus cidadãos”, com garantias de segurança para ambos.

De acordo com a Global Sumud Flotilla, que promoveu a recente missão rumo ao território palestino, os dois ativistas detidos por Israel são: o brasileiro Thiago Avila e o espanhol Saif Abukeshek.

Os dois não foram libertados após a interceptação e acabaram sendo enviados para o território israelense. O brasileiro Thiago Ávila já foi capturado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em outras ocasiões.

Ao todo, o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que 175 pessoas foram capturadas durante a interceptação.

Sem apresentar provas, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que o Hamas estaria por trás da flotilha. O objetivo seria sabotar o plano de paz e transição política na Faixa de Gaza — onde três palestinos foram mortos na quinta-feira (30/4) pelas FDI, apesar do cessar-fogo no conflito que já causou mais de 70 mil mortes no território palestino.

O ataque às embarcações já tinha sido condenado pelo Ministério das Relações Exteriores “nos termos mais enérgicos”. Além do Brasil, Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha se juntaram à declaração.

“Os ataques israelenses contra as embarcações e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem flagrantes violações do direito internacional e do direito internacional humanitário. Os Ministros manifestam profunda preocupação com a segurança dos ativistas civis”, diz trecho da declaração.

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