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O ministro da Interior da Itália, Marco Minniti, disse que o suspeito de um ataque a tiros que feriu seis imigrantes africanos está envolvido com “ódio racial” e tem um passado de ligações com a extrema direita, com laços neonazistas e neofascistas. O ministro disse a repórteres na cidade de Macerata, no centro da Itália, onde o ataque ocorreu, que o suspeito agiu sozinho neste sábado (3/2), mas planejou o atentado antecipadamente.

O suspeito, Luca Traini, de 28 anos, havia concorrido pelo partido anti-imigração Liga do Norte em uma eleição local no ano passado e, anteriormente, tinha se associado aos neofascistas Forza Nuova e Casa Pound. Uma fotografia de Traini sob custódia policial mostra que ele tem uma tatuagem associada a neonazistas em sua testa. De acordo com a organização não governamental Liga anti-difamação, o Wolfsangel é um antigo símbolo rúnico que foi apropriado pela Alemanha nazista e, posteriormente, adotado por neonazistas na Europa e nos Estados Unidos.

Conforme a polícia italiana, o suspeito teria disparado de um carro contra imigrantes africanos em Macerata, ferindo seis antes de sair do veículo e fazer a saudação fascista.

Autoridades italianas revelaram que cinco homens e uma mulher foram atingidos pelos disparos. Um dos seis feridos no ataque foi tratado em um hospital da região e liberado. Sobre as outras cinco vítimas, as autoridades disseram na noite de sábado que uma estava em cuidado intensivo, enquanto as outras já tinham sido submetidas a cirurgia ou seriam operadas em breve. As idades variaram entre 21 e 33 anos, segundo o jornal La Repubblica.

O líder da Liga do Norte, Matteo Salvini, um crítico da política de imigração da Itália condenou o tiroteio. “A violência nunca é a solução”, ele escreveu em sua página do Facebook, mas acrescentou: “A imigração fora do controle traz caos, ódio, disputas sociais (…), tráfico de drogas, estupro, assaltos e violência.”

Mais cedo, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, condenou o ataque, dizendo que “o ódio e a violência não vão conseguir nos dividir”. Gentiloni disse, neste sábado, que “uma coisa é certa, que crimes horríveis e o comportamento criminoso serão processados e punidos. Esta é a lei”.

 

 

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