Israel expulsa últimos ativistas do barco de Greta e Thiago Ávila

Três últimos ativistas remanescentes do barco que seguia para Gaza com ajuda humanitária, onde estava Greta Thunberg, foram deportados

atualizado

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O governo de Israel informou, nesta segunda-feira (16/6), que deportou os últimos três ativistas remanescentes do barco com ajuda humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza, mas foi interceptado pelo exército israelense no domingo (8/6).

O projeto, chamado Freedom Flotilla Coalition, cujo objetivo é atrair a atenção da comunidade internacional para o drama humanitário em Gaza, conta com o brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg, já expulsos anteriormente de Israel.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “os últimos três participantes remanescentes da flotilha ‘Selfie Yacht’ foram transferidos esta manhã para a Jordânia através da Travessia de Allenby”. Entre os deportados, estão um holandês e dois franceses.

“Com relatos recentes de um “iate de celebridades” a caminho de Gaza, o Ministério das Relações Exteriores deseja esclarecer o seguinte: a zona marítima ao largo da costa de Gaza está fechada a embarcações não autorizadas, sob um bloqueio naval legal, em conformidade com o direito internacional”, informou a pasta.

Segundo o governo israelense, “o iate alega estava entregando ajuda humanitária. Na verdade, trata-se de um artifício midiático para publicidade (que inclui menos de um único caminhão de ajuda) — um ‘iate para selfies'”.

“A ajuda humanitária é entregue regular e eficazmente por diferentes canais e rotas, e é transferida por meio de mecanismos de distribuição estabelecidos. Nas últimas duas semanas, mais de 1,2 mil caminhões de ajuda humanitária entraram em Gaza, vindos de Israel. A Fundação Humanitária de Gaza distribuiu cerca de 11 milhões de refeições diretamente a civis em Gaza”, afirma Israel.

De acordo com a pasta, a zona marítima de Gaza continua sendo uma área de conflito ativa e o Hamas já explorou rotas marítimas para ataques terroristas, incluindo o massacre de 7 de outubro.

“Tentativas não autorizadas de violar o bloqueio são perigosas, ilegais e minam os esforços humanitários em andamento. Apelamos a todos os atores para que ajam de forma responsável e canalizem a ajuda humanitária por meio de mecanismos legítimos e coordenados, e não por meio de provocação”, destacou o ministério.


Crise humanitária em Gaza

  • Após bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, recuou e suspendeu o bloqueio no enclave palestino em 19 de maio.
  • Segundo o governo israelense, a medida visava pressionar o Hamas a entregar o restante dos reféns que ainda estão em Gaza.
  • A medida agravou a crise humanitária em Gaza, e também fez com que a pressão internacional contra Benjamin Netanyahu aumentasse.

 

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