Israel fecha acordo com padre após impedir Missa de Ramos em Jerusalém

Celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, foi interrompida por autoridades israelenses

atualizado

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JERUSALÉM - 04 DE MAIO: Cristãos ortodoxos se reúnem para celebrar o Sábado Santo, também conhecido como Véspera de Páscoa, na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém Oriental, onde acreditam que Jesus Cristo está enterrado, em 04 de maio de 2024. (Foto de Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images)
1 de 1 JERUSALÉM - 04 DE MAIO: Cristãos ortodoxos se reúnem para celebrar o Sábado Santo, também conhecido como Véspera de Páscoa, na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém Oriental, onde acreditam que Jesus Cristo está enterrado, em 04 de maio de 2024. (Foto de Mostafa Alkharouf/Anadolu via Getty Images) - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O governo de Israel anunciou que fechou um acordo com o padre impedido de celebrar a missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. O impedimento causou comoção na comunidade católica.

O acerto foi anunciado nesta segunda-feira (30/3) e trata das próximas celebrações do período pascal, considerado um dos mais simbólicos para o cristianismo. O tratado foi realizado entre a Polícia de Israel e o cardeal católico latino Pierbattista Pizzaballa.

“Devido à complexa realidade de segurança da Operação Leão Rugidor, as cerimônias, incluindo a do Fogo Sagrado, serão realizadas em formato simbólico e limitado. Essa coordenação garante que a liberdade de culto seja mantida em conjunto com nosso dever primordial e compartilhado: a proteção da vida humana”, diz o anúncio.

Ainda segundo Israel, as restrições impostas às celebrações “visam salvar vidas“, uma vez que mísseis e destroços iranianos atingiram a Cidade Velha.

Impedimento a missa

Foi a primeira vez em séculos que a celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, foi interrompida. A ação realizada por autoridades israelenses impediu a entrada das principais lideranças cristãs no local mais sagrado da fé cristã.

A decisão, tomada em meio à escalada militar no Oriente Médio, provocou reação imediata do Vaticano e de governos europeus, que classificaram o episódio como afronta à liberdade religiosa e um “precedente grave”.

Em comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa informaram que os dois religiosos foram interceptados no trajeto e obrigados a retornar.

As instituições classificaram o episódio como um “precedente grave” e denunciaram falta de respeito à sensibilidade de bilhões de fiéis ao redor do mundo, que, neste período, voltam a atenção para Jerusalém.

O Brasil foi um dos países que também condenou a determinação. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) alegou que o episódio representa uma violação da liberdade religiosa e do acesso a locais sagrados em Jerusalém.

“Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, destacou, em nota.

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