Iraque abre vala com 123 corpos de vítimas do Estado Islâmico

Cadáveres são de vítimas de ataque a uma prisão em 2014 pelo Estado Islâmico. Exames de DNA devem determinar identidade

atualizado 14/06/2021 13:45

Exames de DNA mostrarão identidade das vítimasGetty Images

Os corpos de 123 vítimas de um dos piores ataques por grupo jihadista no Iraque foram removidos de uma vala no vilarejo Badush, na cidade de Mossul. O ataque aconteceu em 2014, quando soldados do Estado Islâmico invadiram uma prisão naquela área.

O objetivo do ataque foi libertar presos muçulmanos sunitas e matar os detentos xiitas. Na ocasião, os combatentes forçaram os 583 xiitas a entrarem em caminhões antes de levá-los até outro local e atirar contra eles.

Por conta da condição de deterioração dos corpos, familiares ofereceram amostras de sangue para que as vítimas possam ser identificadas por exames de DNA. Em entrevista à AFP, funcionários da comissão governamental que cuida da exumação afirmaram que as condições de trabalho são difíceis.

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“O calor é insuportável. Alguns estão emaranhados e há cobras e escorpiões por toda parte”, diz Saleh Ahmed, um dos funcionários da operação.

A vala foi encontrada pelo governo iraquiano em 2017, mas há suspeitas de que mais de 200 valas comuns, com mais de 12 mil corpos no total, ainda estão escondidas pelo país.

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