Irã vai restabelecer acesso à internet no país, diz mídia estatal
O presidente iraniano não confirmou se a medida faz parte das negociações em andamento entre o Irã e os Estados Unidos (EUA)
atualizado
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou nesta segunda-feira (25/5) o restabelecimento do acesso à internet aos níveis anteriores ao início da guerra contra os Estados Unidos e Israel, segundo informou a mídia estatal iraniana.
O regime iraniano restringia o acesso à internet desde o fim de fevereiro, quando ataques americanos e israelenses deram início ao conflito. Desde então, apenas parte da população conseguia acessar a rede por meio de VPNs, enquanto grande parte dos iranianos permaneceu sem conexão durante 87 dias.
De acordo com a agência estatal Fars News, o acesso voltará ao “status anterior” às restrições. Já a agência ISNA informou que a retomada deve ocorrer nesta terça-feira (26/5).
Segundo a Fars, a decisão foi tomada pela Organização Especial do Ciberespaço, órgão ligado à vice-presidência iraniana, e posteriormente aprovada por Pezeshkian.
As restrições haviam sido impostas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã sob justificativa de segurança durante a guerra. Antes mesmo do conflito, porém, já havia relatos de cortes e limitações de internet durante protestos contra o regime dos aiatolás em Teerã.
Nas últimas semanas, o governo vinha retomando parcialmente alguns pontos de acesso à internet de forma gradual. Apesar disso, segundo a mídia estatal, ainda existem divergências internas sobre a retomada completa do serviço.
O presidente iraniano não não comentou publicamente a decisão, e também não confirmou se a medida faz parte das negociações em andamento entre Irã e Estados Unidos.
Acordo entre Irã e Estados Unidos
Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã para um possível acordo “estão progredindo bem”, apesar das declarações contraditórias feitas nos últimos dias.
No sábado (23/5), Trump disse esperar que um acordo fosse fechado até domingo. Já no dia seguinte, mudou o tom e afirmou ter orientado os negociadores americanos a não terem pressa nas conversas.
O governo iraniano, por sua vez, negou que exista um acordo iminente entre os dois países.
Nos EUA, Trump também enfrenta pressão de aliados e setores conservadores, que acusam o presidente de supostamente fazer concessões excessivas a Teerã durante as negociações.