Irã: presidente aprova fim de acordo com agência fiscalizatória da ONU

A decisão ocorre após os ataques israelenses e dos Estados Unidos contra as instalações nucleares do Irã

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O candidato reformista, Masoud Pezeshkian, segura uma folha durante registro para eleições no Irã - Metrópoles
1 de 1 O candidato reformista, Masoud Pezeshkian, segura uma folha durante registro para eleições no Irã - Metrópoles - Foto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, aprovou, nesta quarta-feira (2/7), uma lei que exige que o governo suspenda a cooperação do país com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A decisão havia sido aprovada durante uma sessão pública do Parlamento iraniano no dia 25 de junho.

A decisão ocorre após os ataques israelenses e dos Estados Unidos contra as instalações nucleares do Irã. Durante o conflito, que durou 12 dias, o chefe da agência, Rafael Grossi, divulgou informações sobre os alvos atingidos nas instalações.

De acordo com a mídia local, os inspetores da AIEA não terão permissão para entrar no Irã, a menos que seja garantida a segurança das instalações nucleares e das atividades nucleares pacíficas.


Entenda a lei que rompe cooperação

  • Após os bombardeios israelenses e americanos contra instalações nucleares iranianas, o Conselho de Guardiões da Revolução Islâmica, órgão executivo responsável por assegurar que a lei esteja de acordo com a Constituição, ratificou um projeto de lei que propõe a suspensão total da cooperação com a agência nuclear.
  • O órgão global de vigilância nuclear, por sua vez, afirmou que não recebeu informações oficiais do país iraniano até o momento. “Até o momento, a AIEA não recebeu uma comunicação oficial do Irã sobre esse assunto”, confirmou.
  • A informação foi noticiada pelo Iran International, um canal próximo à oposição iraniana no exterior, mencionando declarações de um porta-voz do Conselho dos Guardiões. Diante da suspensão, a ONU não tem permissão para inspecionar o programa nuclear do Irã.
  • De acordo com a televisão estatal, 221 deputados votaram a favor do texto, nenhum votou contra e um se absteve. “A proposta que exige ao governo suspender sua cooperação com a AIEA foi revisada pelo Conselho dos Guardiões e é considerada conforme aos princípios da sharia e da Constituição”, declarou à agência oficial Irna o porta-voz do Conselho, Hadi Tahan Naz.

Na última quinta-feira (26/6), a agência da ONU informou que ainda não recebeu comunicação oficial do Irã sobre a decisão do Parlamento e do Conselho dos Guardiões da Revolução Islâmica.

O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir-Saeid Iravani, alegou, na semana passada, que os inspetores estão atualmente no Irã, mas não têm acesso às instalações nucleares do país.

Além da aprovação da lei, o Irã está considerando proibir a entrada no país do chefe da agência, Rafael Grossi.

O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), Mohammad Eslami, criticou a falta de ação da AIEA diante da agressão israelense contra o país, incluindo os ataques ao programa nuclear.

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