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Irã fica sem internet em meio a protestos que já somam 36 mortes

Internet do Irã sofreu apagão, na tarde desta quinta-feira (8/1), e até sites governamentais e agências estatais ficaram fora do ar

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1 de 1 Imagem colorida mostra protestos no Irã - Metrópoles - Foto: Lab Ky Mo/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Enquanto a onda de protestos no Irã já avança para o 12º dia, a internet no país sofreu um apagão e diversos sites iranianos, incluindo os governamentais e de agências estatais, estão atualmente fora do ar. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (8/1) por organizações iranianas de direitos humanos e pela plataforma NetBlocks, especializada no monitoramento global do ciberespaço.

Os dados mostram que a internet iraniana sofreu uma interrupção total no início desta tarde, logo após apagões serem registrados em diversas partes do país.

Até o momento, não está claro se o corte de internet foi ordenado pelo governo do aiatolá Ali Khamenei. Apesar disso, páginas no Telegram, inclusive as ligadas à Teerã, afirmam que o desligamento foi uma decisão do Comando Cibernético da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC-CEC).

Onda de protestos

O corte na internet iraniana, que deixa o país incomunicável com o restante do mundo, surge em meio a manifestações massivas contra o atual governo do país — as maiores desde 2022. 

Desde dezembro de 2024, iranianos têm ido às ruas diariamente para protestar contra a situação econômica do país, que elevou o custo de vida dos cidadãos comuns.

Apesar de o presidente Masoud Pezeshkian ter ordenado que ministros escutassem as “reivindicações legítimas” das ruas, há registros de repressão contra os protestos. Segundo dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), a principal organização ligada aos direitos humanos iranianos, 36 pessoas já morreram nos últimos dias. Deste número, 34 eram manifestantes, e dois agentes de segurança do Irã.

Versão de Teerã e ameaça dos EUA

Teerã, por sua vez, classifica os protestos como uma tentativa de desestabilizar o país. Além disso, acusa forças internacionais, como os Estados Unidos, de financiarem as agitações no Irã.

Ao passo em que os protestos aumentam, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já afirmou que pode intervir no país para “proteger iranianos”. Nesta quinta, o republicano voltou a dizer que o Irã pode ser atingido “muito duramente”, caso comece a matar manifestantes.

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