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Sobe para 36 o número de mortes durante protestos no Irã

Protestos tomaram conta de cidades do Irã por conta da grave crise econômica no país, que é alvo de sanções internacionais desde a década 70

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O número de mortes durante os protestos no Irã, que entraram em seu décimo dia, aumentou para 36, segundo levantamento da principal Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA). A informação foi divulgada nesta terça-feira (6/1).

De acordo com agência, 34 protestantes foram mortos desde 28 de dezembro de 2024, quando as manifestações se iniciaram. Entre as vítimas fatais também estão dois agentes de segurança iranianos.

Além dos mortos, a HRANA afirma que mais de 2 mil manifestantes foram detidos nos últimos dias. Os dados, segundo a organização, são contabilizados com base em informações de ativistas iranianos de dentro, e fora, do Irã. A estimativa é de que os protestos foram registrados em ao menos 92 cidades do país.

Desde 2002, o governo teocrático do aiatolá Ali Khamenei não enfrentava manifestações tão contundentes. Na época, iranianos foram as ruas protestar contra a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, que foi presa e morta enquanto estava sob custódia policial. Ela foi detida por supostamente não utilizar o hijab — véu islâmico de uso obrigatório no Irã desde a década de 1970 — de forma “incorreta”.

A nova onda de protestos, porém, diz respeito a situação econômica e social do país persa, fortemente atingido por sanções internacionais desde a revolução de 1979 que colocou os aiatolás no poder.

Mesmo com a repressão nas ruas, o presidente do Irã apelou para o diálogo com com os insatisfeitos. Um dia após o início dos protestos, Masoud Pezeshkian ordenou que o ministro do Interior ouvisse “reivindicações legítimas por meio do diálogo com os representantes dos manifestantes”.

Teerã também acusa forças internacionais, como os Estados Unidos, de estarem por trás do financiamento das agitações no país.

Com a pressão sobre o governo de aiatolá, o líder norte-americano, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã para defender “manifestantes pacíficos”.

 

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