Irã diz que bloqueio naval imposto pelos EUA é continuação da guerra

Irã reagiu à decisão de Trump de estender cessar-fogo, mas manter restrições no Estreito de Ormuz

atualizado

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1 de 1 Bandeira Irã e EUA - Metrópoles - Foto: Arte Metrópoles

O Irã afirmou nesta terça-feira (21/4) que a manutenção do bloqueio naval pelos Estados Unidos equivale à continuidade das hostilidades e indicou que não reabrirá o Estreito de Ormuz enquanto a medida estiver em vigor. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump anunciar a prorrogação do cessar-fogo no conflito, sem suspender o bloqueio na região.

“A continuação de um bloqueio naval equivale a hostilidade continuada; enquanto o bloqueio persistir, o Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz e, se necessário, quebrará o bloqueio pela força”, disse a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, em mensagem atribuída ao Irã.

Bloqueio

  • O “bloqueio total” ao tráfego marítimo entrou em vigor em 13 de abril, por decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • A medida abrange todas as embarcações, de qualquer país, com origem ou destino em portos iranianos, incluindo áreas estratégicas como o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
  • O cenário em relação aos portos mundiais se agravou após o Irã iniciar, em 28 de fevereiro, restrições no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.
  • A Guarda Revolucionária do Irã passou a controlar a passagem, liberando apenas petroleiros de países aliados e mediante pagamento.
  • Diante do fracasso nas negociações de paz, ocorridas no dia 11 de abril, Washington endureceu a resposta e passou a impedir inclusive a travessia de navios iranianos pelo estreito.

Centro das atenções do mundo, o Estreito de Ormuz, é o epicentro da guerra entre os Estados Unidos e o Irã há mais de um mês. O canal marítimo é essencial para a economia global, uma vez que por lá passam de 20% a 30% do petróleo mundial e pelo menos 20% do gás natural liquefeito (GNL).

Imagem colorida, estreito de ormuz
Estreito de Ormuz, canal marítimo por onde passa 20% do petróleo mundial

Prorrogação do cessar-fogo

Nesta terça-feira (21/4), Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo, que terminaria na quarta-feira (22/4). Segundo ele, a decisão atende a um pedido do governo do Paquistão e depende da apresentação de uma “proposta unificada” por parte do Irã.


Mediação do Paquistão

  • O anúncio atende aos esforços diplomáticos de Islamabad, que tenta viabilizar uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.
  • O Paquistão vinha pressionando publicamente pela extensão da trégua como forma de evitar uma escalada militar na região.
  • Momentos antes da decisão de Trump, o governo do Paquistão instou os Estados Unidos e Irã a prorrogarem o cessar-fogo temporário e a manterem o caminho diplomático aberto em meio à escalada de tensões.
  • A viagem do vice-presidente, JD Vance chegou a ser suspensa pela Casa Branca após o Irã não responder à proposta norte-americana.
  • Segundo a imprensa norte-americana, Vance permaneceu em Washington para reuniões na Casa Branca com os principais negociadores do governo, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner.

Apesar da prorrogação da trégua, o bloqueio naval foi mantido, e as forças norte-americanas seguem em estado de prontidão.

“Portanto, ordenei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e aptas, e, consequentemente, estenderei o cessar-fogo até que sua proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra”, declarou Trump.

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