Irã desafia EUA e diz que continuará com enriquecimento de urânio
Organização de Energia Atômica do Irã defendeu o direito do país de buscar o enriquecimento de urânio como capacidade tecnológica
atualizado
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O chefe da energia atômica do Irã, Mohammad Eslami, afirmou nesta quinta-feira (9/4) que o país não deixará de investir no enriquecimento de urânio. Essa é uma das demandas dos EUA antes das negociações pelo fim da guerra serem retomadas no fim da semana no Paquistão.
Segundo Eslami, o projeto nuclear iraniano não será restringido. De acordo com ele, o “inimigo” não conseguirá limitar o programa de enriquecimento de urânio do Irã e que “nenhuma lei ou pessoa pode nos deter”, informou a agência de notícias iraniana Isna.
“O inimigo não conseguirá restringir o programa de enriquecimento do Irã. Nenhuma lei ou pessoa pode nos impedir. Todas as conspirações e ações dos inimigos, incluindo esta guerra selvagem, não produziram resultados, e tentam obter algo por meio de negociações apenas para satisfazer a si mesmos e aos sionistas”, afirmou Eslami.
O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã defendeu repetidamente o direito do país de buscar o enriquecimento de urânio como uma capacidade tecnológica soberana e enfatizou que a indústria nuclear iraniana continua em operação, apesar da pressão e das sanções internacionais.
Em declaração anterior, a Casa Branca reiterou que os EUA ainda se opõem a qualquer enriquecimento de urânio no Irã, acrescentando que o presidente americano, Donald Trump, não concordou com a ” lista de desejos ” de Teerã, mas que esta era apenas uma ” base viável para negociação”.
“Não haverá enriquecimento de urânio e os EUA, em cooperação com o Irã, irão escavar e remover todo o ‘material nuclear’ enterrado por bombardeiros B-2”, disse Trump.
EUA e Irã iniciam a partir de sexta-feira (10/4) negociações no Paquistão para finalizar de forma definitiva a guerra entre os dois países, que também envolve Israel. As tratativas ocorreram em meio a um frágil cessar-fogo, iniciado na noite de terça-feira (7/4) e que o Irã acusa seus rivais de já terem violado.
